Crise ambiental consome o Brasil: queimadas nos nove primeiros meses de 2020 são as maiores em 10 anos

De acordo com o Inpe, até o início de outubro, o Brasil registrou mais de 175 mil focos de calor em todos os biomas brasileiros. É o maior índice desde 2010. Governo Jair Bolsonaro e a gestão do ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente) aumentam o risco de boicote ao Brasil por parte de investidores

Queimadas atingem área da Amazônia em Porto Velho; Jair Bolsonaro e Ricardo Salles
Queimadas atingem área da Amazônia em Porto Velho; Jair Bolsonaro e Ricardo Salles (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino | Marcos Corrêa/PR)
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247 - O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontou que, até o início de outubro, o Brasil registrou 175.671 focos de calor em todos os biomas brasileiros. É o maior índice desde 2010, quando foram notificados 257.100 focos no mesmo período. Os dados fazem parte de um cruzamento do site Metrópoles (DF), baseado em estatísticas produzidas e divulgadas pelo Inpe, órgão do governo federal que monitora as queimadas e a devastação das florestas brasileiras.

Os biomas mais castigados pelo fogo são a Amazônia (80.221 focos), o Cerrado (53.134), o Pantanal (19.215) e a Mata Atlântica (15.295). Os dois primeiros representam 75,9% de todas as queimadas monitoradas pelo Inpe.

As cidades mais afetadas estão em Mato Grosso do Sul, Pará e Mato Grosso. Com pouco mais de 112 mil habitantes, o município de Corumbá (MS) lidera o ranking (7.141 incêndios).

Com 132 habitantes, a cidade de São Félix do Xingu (PA) fica em segunda lugar (4.897 queimadas). Próximo do índice, a também paraense Altamira notificou 4.604 focos.

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