Criticado por Bolsonaro, auxílio a familiares de presos recua para menor cobertura desde 2010

O auxílio-reclusão recuou para o atendimento de 31,7 mil famílias no ano passado teve a menor cobertura desde 2010 (29,5 mil benefícios)

(Foto: Alex Ribeiro/Ag.Pará)
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247 - O auxílio-reclusão recuou para o atendimento de 31,7 mil famílias no ano passado teve a menor cobertura desde 2010 (29,5 mil benefícios). Jair Bolsonaro é contra a ajuda para que familiares de presos não fiquem desemparados. De acordo com o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), o gasto mensal com auxílio-reclusão caiu de R$ 46,7 milhões para R$ 34,3 milhões entre 2018 e o ano passado. Atualmente, o valor médio do auxílio-reclusão é de R$ 1.079,74, pouco acima do salário mínimo, que subirá para R$ 1.045,00.

O auxílio tem como objetivo proteger parentes que, após a prisão, podem ficar sem renda e, no caso de jovens, abandonar a escola para trabalhar. O dinheiro é repassado quando a família é de baixa renda e o detento contribuía para a Previdência Social, o que, geralmente, ocorre com trabalhadores formais.

O governo endureceu as regras para ter acesso a esse benefício e, por consequência, o número de auxílios caiu de 45,4 mil, em 2018, para 31,7 mil no primeiro ano da gestão Bolsonaro. No período, a quantidade de presidiários no Brasil vem crescendo e ultrapassa a marca de 800 mil, de acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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