CUT rejeita Temer e tratará eventual governo como golpista

Unidas na organização do 1º de Maio, no próximo domingo, CUT, CTB e Intersindical já fecharam questão contra um possível governo de Michel Temer; "Se esse processo de impeachment acontecer, a CUT não reconhecerá nenhum governo. É golpista e receberá o tratamento de golpista", afirmou o secretário-geral da central, Sérgio Nobre; "Nós respeitamos a autonomia de cada central, mas achamos um erro", comentou o dirigente, sobre a reunião em Brasília, chamando o programa do PMDB de "Ponte para o passado"

Unidas na organização do 1º de Maio, no próximo domingo, CUT, CTB e Intersindical já fecharam questão contra um possível governo de Michel Temer; "Se esse processo de impeachment acontecer, a CUT não reconhecerá nenhum governo. É golpista e receberá o tratamento de golpista", afirmou o secretário-geral da central, Sérgio Nobre; "Nós respeitamos a autonomia de cada central, mas achamos um erro", comentou o dirigente, sobre a reunião em Brasília, chamando o programa do PMDB de "Ponte para o passado"
Unidas na organização do 1º de Maio, no próximo domingo, CUT, CTB e Intersindical já fecharam questão contra um possível governo de Michel Temer; "Se esse processo de impeachment acontecer, a CUT não reconhecerá nenhum governo. É golpista e receberá o tratamento de golpista", afirmou o secretário-geral da central, Sérgio Nobre; "Nós respeitamos a autonomia de cada central, mas achamos um erro", comentou o dirigente, sobre a reunião em Brasília, chamando o programa do PMDB de "Ponte para o passado" (Foto: Valter Lima)
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Vitor Nuzzi, da RBA - Unidas na organização do 1º de Maio, no próximo domingo, CUT, CTB e Intersindical já fecharam questão contra um possível governo de Michel Temer, que ontem (26) recebeu a visita de presidentes de outras quatro centrais (Força, UGT, CSB e Nova Central). "Se esse processo de impeachment acontecer, a CUT não reconhecerá nenhum governo. É golpista e receberá o tratamento de golpista", afirmou hoje o secretário-geral da central, Sérgio Nobre. "Nós respeitamos a autonomia de cada central, mas achamos um erro", comentou o dirigente, sobre a reunião em Brasília, chamando o programa do PMDB de "Ponte para o passado". Centrais e movimentos sociais esperam intensificar a "batalha" da informação sobre reais motivações dos defensores do impeachment.

"A votação no Senado está prevista para o dia 11. Até lá, vamos organizar uma série de mobilizações", disse Nobre. "As pessoas não sabem por que a presidenta Dilma está sendo 'impitimada', não sabem o que é pedalada fiscal, confundem com Operação Lava Jato, não sabe que 60% dos parlamentares estão indiciados. Queremos debater com o maior número de pessoas. Está claro que esse golpe é contra a classe trabalhadora e contra a democracia." Dados obtidos pela Empresa Brasil de Comunicação apontam 58% dos deputados federais – que no dia 17 aprovaram a continuidade do processo de impeachment – são condenados ou respondem a processos judiciais.

Segundo ele, o ato de domingo em São Paulo, no Vale do Anhangabaú, terá um caráter de "assembleia popular", contra o golpe e em defesa dos direitos sociais. "Não há nenhum crime de responsabilidade da presidenta Dilma, e ela está sendo 'impitimada' por um Congresso ilegítimo e comandado por um bandido", criticou o cutista. "Quem quiser governar o país que vença as eleições de 2018."

Agenda liberal
A atividade no Anhangabaú deve começar às 10h. O ato político está previsto para o período entre meio-dia e 14h. Segundo os organizadores, está confirmada a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A presidenta Dilma Rousseff foi convidada. Depois das 14h, será a vez das apresentações musicais, com Beth Carvalho, Chico César, Detonautas e Martinho da Vila. Aproximadamente 60 entidades estão envolvidas com a organização do evento. Também haverá atos por todo o país.

Para o presidente da CTB, Adilson Araújo, os apoiadores do impeachment querem impor um programa conservador, ameaçando direitos sociais. "Eles querem trazer a agenda liberal que já foi derrotada, não só no Brasil. Temos de fazer de tudo para segurar o pouco que nós conquistamos e não permitir a ruptura do Estado democrático de direito. Este será um dos 1º de Maio mais politizados da história, um 1º de Maio de resistência."

Ele chama a atenção para o discurso de "modernização" feito pela oposição. "Modernização do trabalho é rasgar a CLT, permitir a terceirização de forma irrefreável, vender 13º, férias. O que se esconde por trás do discurso de modernização e do patinho feio da Fiesp é a escravidão moderna", afirmou Adilson, para quem um outro governo traria de volta o Fundo Monetário Internacional ("a pedalada de Wall Street"), privatizações e fim de programas sociais. "O Brasil é um dos poucos países onde o bandido julga o inocente."

O secretário de Relações Internacionais da Intersindical, Ricardo Saraiva, o Big, lembrou que a entidade não apoia o governo Dilma, mas reconhece uma motivação golpista no processo de impeachment. "É verdade que está previsto na Constituição, mas não se pode fazer impeachment sem um crime de responsabilidade. Esse golpe sucede em vários países e tem a mão do capital internacional", afirmou, pedindo unidade entre as diversas forças políticas. "Não é um golpe só contra a esquerda ou contra a Dilma, é contra a classe trabalhadora." CUT e CTB fazem parte da Frente Brasil Popular, e a Intersindical, da Frente Povo sem Medo.

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