CUT sobre TRF4: quem precisa de segurança são as vítimas do golpe

Presidente da CUT, Vagner Freitas, comenta o pedido do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) de aumentar a segurança no dia 24, quando o recurso do ex-presidente Lula será julgado em Porto Alegre, e afirma que "violentos são os que deram o golpe, quebraram a ordem constitucional, rasgaram a Constituição e querem uma sociedade excludente"; em reunião com a presidente do STF, Cármen Lúcia, segunda segunda-feira 15 em Brasília, o presidente do TRF4, ministro Thompson Flores, disse que os desembargadores estão sendo ameaçados, mas não deu detalhes

Presidente da CUT, Vagner Freitas, comenta o pedido do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) de aumentar a segurança no dia 24, quando o recurso do ex-presidente Lula será julgado em Porto Alegre, e afirma que "violentos são os que deram o golpe, quebraram a ordem constitucional, rasgaram a Constituição e querem uma sociedade excludente"; em reunião com a presidente do STF, Cármen Lúcia, segunda segunda-feira 15 em Brasília, o presidente do TRF4, ministro Thompson Flores, disse que os desembargadores estão sendo ameaçados, mas não deu detalhes
Presidente da CUT, Vagner Freitas, comenta o pedido do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) de aumentar a segurança no dia 24, quando o recurso do ex-presidente Lula será julgado em Porto Alegre, e afirma que "violentos são os que deram o golpe, quebraram a ordem constitucional, rasgaram a Constituição e querem uma sociedade excludente"; em reunião com a presidente do STF, Cármen Lúcia, segunda segunda-feira 15 em Brasília, o presidente do TRF4, ministro Thompson Flores, disse que os desembargadores estão sendo ameaçados, mas não deu detalhes (Foto: Gisele Federicce)

247 - O presidente nacional da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Vagner Freitas, comentou em seu site o pedido do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) de aumentar a segurança no dia 24 de janeiro, quando o recurso do ex-presidente Lula será julgado em Porto Alegre.

Em reunião com a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, nesta segunda-feira 15 em Brasília, o presidente do TRF4, ministro Thompson Flores, disse que os desembargadores estão sendo ameaçados, mas não deu detalhes.

Vagner Freitas avaliou as notícias sobre as supostas ameaças não detalhadas pelo desembargador e supervalorizadas pela mídia como mais uma tentativa de criminalizar os movimentos sociais e sindicais e as lutas por direitos dos trabalhadores e dos brasileiros mais humildes.

"Li com espanto as últimas notícias de que juízes estão se sentindo preocupados e ameaçados com nossas manifestações pacíficas e em defesa de justiça para todos e também para Lula", disse Vagner, acrescentando que o enfrentamento dos movimentos populares sempre foi político e é isso o que vai acontecer nos dias 23 e 24, dias em que vão acontecer vigílias e atos em todo o Brasil, organizados pela CUT, as principais centrais sindicais e pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

O presidente da CUT afirmou ainda que as mobilizações têm como objetivo primordial a defesa da legalidade, do legítimo direito do ex-presidente Lula se candidatar nas eleições de outubro e do restabelecimento da democracia.

Segundo ele, "baderneiros não são os trabalhadores, mas quem quebrou a ordem constitucional, quem rasgou a Constituição e quem quer uma sociedade excludente, só para atender interesses dos empresários".

"Quem praticou violência foram os que deram o golpe, com apoio da mídia e juízes que, agora, querem fazer política a partir do Judiciário, excluindo o desejo do povo, que quer decidir o que quer nas urnas", disse ainda.

Sobre o histórico de enfrentamento da CUT, Vagner lembrou que a combatividade da Central vem desde a sua fundação, ainda na época da ditadura e que lutar pelos direitos, por um Brasil com justiça para todos e inclusão social não é baderna, "é enfrentamento político, contra governos burgueses que não admitem que trabalhadores tenham direitos. É contra eles que nos insurgimos".

"Vamos estar nas ruas contra a reforma da Previdência Social, contra a reforma trabalhista, pela legalidade democrática e pelo fim do golpe. E este golpe só vai acabar com o direito de Lula se candidatar e se eleger, porque ele personifica toda essa luta e a retomada dos nossos direitos", sintetizou, conclamando os trabalhadores e a população a participarem das manifestações no dia 24.

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