Dallagnol critica redução de investimentos na Lava Jato

Procurador da República e coordenador da Força Tarefa da Lava Jato Deltan Dallagnol, criticou a redução dos investimentos da Policia Federal para realizar as operações ligadas à investigação contra a corrupção; "Preocupa a todos nós o arrefecimento do investimento na Lava Jato pela direção da Polícia Federal", disse Dallagnol em nota; "É preciso preservar o trabalho da Polícia Federal nas investigações. O ministro da Justiça e o delegado-geral [da PF] têm poder e a consequente responsabilidade sobre o tamanho do efetivo, que foi reduzido para menos de metade", afirmou

O procurador da República Deltan Dallagnol, que integra o núcleo da Operação Lava Jato, participa de lançamento, no Rio, do projeto 10 Medidas Contra a Corrupção, do MPF (Vladimir Platonow/Repórter da Agência Brasil)
O procurador da República Deltan Dallagnol, que integra o núcleo da Operação Lava Jato, participa de lançamento, no Rio, do projeto 10 Medidas Contra a Corrupção, do MPF (Vladimir Platonow/Repórter da Agência Brasil) (Foto: Paulo Emílio)

247 - O procurador da República e coordenador da Força Tarefa da Lava Jato Deltan Dallagnol, criticou a redução dos investimentos da Polícia Federal para realizar as operações ligadas às investigações contra a corrupção. "Preocupa a todos nós o arrefecimento do investimento na Lava Jato pela direção da Polícia Federal", disse Dallagnol em nota. "É preciso preservar o trabalho da Polícia Federal nas investigações. O ministro da Justiça e o delegado-geral [da PF] têm poder e a consequente responsabilidade sobre o tamanho do efetivo, que foi reduzido para menos de metade", afirmou.

Declarações de Dallagnol foram feitas poucas horas após a deflagração da 42ª segunda fase da Lava Jato que teve como alvo central o ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras, Aldemir Bendine. Bendine é suspeito de ter recebido R$ 3 milhões em propinas pagas pela Odebrecht para que a empreiteira não fosse prejudicada em contratos firmados com a Petrobras.

A nota, que também é assinada por outros dois procuradores federais, destaca a "audácia " dos acusados, e afirma que pedir o fim da Lava jato é o mesmo que pedir liberdade para "ladrões".

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