Damares defende “contrarrevolução cultural” nas escolas

Em entrevista à Rádio Gaúcha, a futura ministra de Direitos Humanos, Damares Alves, disse que pretende fazer uma "contrarrevolução cultural" nas escolas; ela afirmou ainda que vai "para a escola ensinar o menino a respeitar a menina como menina". "No momento em que você diz lá na escola que menino é igual à menina, o menino, então, vai poder dar porrada na menina? A menina aguenta, às vezes, as brincadeiras de meninos? Não", disse a ministra

Damares defende “contrarrevolução cultural” nas escolas
Damares defende “contrarrevolução cultural” nas escolas (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

247 - Após a proposta do Escola Sem Partido ser derrotada na Câmara dos Deputados, a futura ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves, disse nesta quinta-feira (13) em entrevista à Rádio Gaúcha, que pretende fazer uma 'contrarrevolução cultural' nas escolas. Em mais uma declaração esdrúxula da séria que a futura ministra tem feito, ela afirmou que vai "para a escola ensinar o menino a respeitar a menina como menina".

"No momento em que você diz lá na escola que menino é igual à menina, o menino, então, vai poder dar porrada na menina? A menina aguenta, às vezes, as brincadeiras de meninos? Não", disse a ministra, tentando fazer crer que todo menino deve brincar de dar porrada contra o colega.

Segundo ela, atualmente as escolas têm ensinado as meninas e serem meninos. "Nós vamos voltar a dizer na escola que menina é menina e menino é menino. Vamos ensinar os meninos, quem sabe, a levar flores para as meninas nas escolas. Uma contrarevolução cultural nessa nação", acrescenta. 

No mundo de Damares, as aulas de educação sexual também não devem continuar na sua gestão, apesar de dizer que as considera importantes. Ela defende que as escolas devem abordar o assunto respeitando as faixas etárias dos jovens e seguindo as diretrizes estabelecidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O discurso insinua que atualmente essas regras não são respeitadas, mas o Ministério da Educação segue justamente essas diretrizes.

 

 

Participe da campanha de assinaturas solidárias do Brasil 247. Saiba mais.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247