De emprego a parentes à homenagens a milicianos: isto é Flávio

Em discurso de 2007, Flávio Bolsonaro disse: "não se pode, simplesmente, estigmatizar as milícias, em especial os policiais envolvidos nesse novo tipo de policiamento, entre aspas". Para ele, à época, "a milícia nada mais é do que um conjunto de policiais, militares ou não, regidos por uma certa hierarquia e disciplina, buscando, sem dúvida, expurgar do seio da comunidade o que há de pior: os criminosos"; diante dessa concepção, toda a história que se sucedeu e que choca o país foi apenas uma consequência natural

De emprego a parentes à homenagens a milicianos: isto é Flávio
De emprego a parentes à homenagens a milicianos: isto é Flávio (Foto: Reprodução)

247 - Em discurso de 2007, Flávio Bolsonaro disse: "não se pode, simplesmente, estigmatizar as milícias, em especial os policiais envolvidos nesse novo tipo de policiamento, entre aspas". Para ele, à época, "a milícia nada mais é do que um conjunto de policiais, militares ou não, regidos por uma certa hierarquia e disciplina, buscando, sem dúvida, expurgar do seio da comunidade o que há de pior: os criminosos". Diante dessa concepção, toda a história que se sucedeu e que choca o país foi apenas uma consequência natural. 

O jornal O Globo faz uma retrospectiva da conexão entre o senador eleito e as milícias que abala a República e pode derrubar um presidente: "o gabinete do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) empregou até novembro do ano passado a mãe e a mulher do ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega, considerado pelo Ministério Público do Rio como o homem-forte do Escritório do Crime, organização suspeita do assassinato de Marielle Franco. Adriano foi alvo de um mandado de prisão ontem e está foragido, acusado há mais de uma década por envolvimento em homicídios."

"Adriano e outro integrante da quadrilha, o major da PM Ronald Paulo Alves Pereira, foram homenageados por Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), em 2003 e 2004, respectivamente. Adriano é amigo de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio, investigado sob suspeita de recolher parte dos salários de funcionários do político. Teria sido Queiroz — amigo do presidente Jair Bolsonaro desde os anos 1980 — o responsável pelas indicações dos familiares de Adriano."

"A mãe de Adriano, Raimunda Veras Magalhães, e a mulher, Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega, ocuparam cargos no gabinete de Flávio Bolsonaro. Elas tinham salários de R$ 6.490,35. Segundo o Diário Oficial do Estado, ambas foram exoneradas a pedido no dia 13 de novembro de 2018. O GLOBO revelou a existência do Escritório do Crime em agosto de 2018."

 

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