Decisão do STF recupera a dignidade da advocacia, diz Zanin sobre a operação de Bretas

"Os malabarismos que esses agentes da 'Lava Jato' fizeram para tentar transformar uma relação privada e lícita em suspeita segue o mesmo receituário do lawfare que há tempos denunciamos", disse o advogado Cristiano Zanin Martins, um dos alvos da operação ordenada pelo juiz Marcelo Bretas

Cristiano Zanin Martins, Polícia Federal e Marcelo Bretas
Cristiano Zanin Martins, Polícia Federal e Marcelo Bretas (Foto: ABr | Reuters)
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247 - O advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que foi um dos alvos da Operação E$quema S, comemorou a decisão deste sábado (3) do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu as investigações relativas à operação.  

"Essa decisão recupera a dignidade da advocacia que atua e contesta, cumprindo o papel que a Constituição da República lhe assegura", disse Zanin, em nota divulgada pelo G1

A operação suspensa por Gilmar Mendes foi ordenada em setembro pelo juiz Marcelo Bretas, responsável pelas ações da Lava Jato no Rio. O ministro do STF determinou que Bretas não realize nenhum ato de investigação sobre fatos direta ou indiretamente relacionados ao caso, sob pena de nulidade. 

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"Os malabarismos que esses agentes da 'Lava Jato' fizeram para tentar transformar uma relação privada e lícita em suspeita segue o mesmo receituário do lawfare que há tempos denunciamos", acrescentou Cristiano Zanin. 

O advogado Roberto Teixeira, que defende o ex-presidente Lula e outro alvo da operação, comentou a decisão do minstro Gilmar Mendes. "A decisão é compatível com uma atuação lícita e ética, tal como sempre agi em 50 anos do exercício da advocacia privada", afirmou. 

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Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em alguns dos mais conhecidos escritórios de advocacia no Rio, em São Paulo e em mais quatro capitais. A operação teve como alvos advogados suspeitos de envolvimento em um esquema de tráfico de influência que, segundo o Ministério Público Federal, desviou R$ 151 milhões do Sistema S e tem como base informações do acordo de delação premiada do ex-presidente destas instituições, Orlando Diniz. Além de Cristiano Zanin e Roberto Teixeira, também foram alvo da operação os advogados Frederick Wassef e Ana Tereza Basílio.

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