Defensorias recomendam que governo não veicule campanha de abstinência sexual

Defensoria Pública da União e Defensoria Pública de São Paulo sustentam que pregar a abstinência como política pública para prevenção não tem nenhum suporte científico - pelo contrário, são ineficazes, como apontam pesquisas nacionais e internacionais

(Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)
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247 - A Defensoria Pública da União (DPU) e a Defensoria Pública de São Paulo expediram nesta sexta-feira, 31, recomendação para que o Ministério da Saúde e o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos não veiculem a campanha publicitária que prega a abstinência sexual entre adolescentes. 

Os dois órgãos sustentam que pregar a abstinência como política pública para prevenção não tem nenhum suporte científico - pelo contrário, são ineficazes, como apontam pesquisas nacionais e internacionais.

A ministra Damares Alves defendeu a prática como forma de enfrentar gravidez precoce e proliferação de doenças sexualmente transmissíveis no País e quer transformá-la em política pública. 

Além da recomendação, as defensorias solicitaram aos ministério que apresentem o custo total de produção e divulgação da campanha e quanto isso representa proporcionalmente em relação ao que foi gasto no ano de 2019.

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