Defesa de Lula aponta contradições em delações de Emílio e Marcelo Odebrecht

Defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu que o juiz federal Sérgio Moro analise a validade das delações premiadas de Emílio e Marcelo Odebrecht, patriarca e ex-presidente da empreiteira Odebrecht, respectivamente; para o advogado Cristiano Zanin Martins, pai e filho se contradisseram nos depoimentos prestados à Justiça em relação a ação penal onde Lula é acusado de aceitar vantagens ilícitas da construtora

Defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu que o juiz federal Sérgio Moro analise a validade das delações premiadas de Emílio e Marcelo Odebrecht, patriarca e ex-presidente da empreiteira Odebrecht, respectivamente; para o advogado Cristiano Zanin Martins, pai e filho se contradisseram nos depoimentos prestados à Justiça em relação a ação penal onde Lula é acusado de aceitar vantagens ilícitas da construtora
Defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu que o juiz federal Sérgio Moro analise a validade das delações premiadas de Emílio e Marcelo Odebrecht, patriarca e ex-presidente da empreiteira Odebrecht, respectivamente; para o advogado Cristiano Zanin Martins, pai e filho se contradisseram nos depoimentos prestados à Justiça em relação a ação penal onde Lula é acusado de aceitar vantagens ilícitas da construtora (Foto: Paulo Emílio)

247 - A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu que o juiz federal Sérgio Moro analise a validade das delações premiadas de Emílio e Marcelo Odebrecht, patriarca e ex-presidente da empreiteira Odebrecht, respectivamente. Para o advogado Cristiano Zanin Martins, pai e filho se contradisseram nos depoimentos prestados à Justiça em relação a ação penal onde Lula é acusado de aceitar vantagens ilícitas da construtora.

Segundo o MPF, as propinas pagas pela Odebrecht junto a contratos da Petrobras somam cerca de R$ 75 milhões. Segundo a Lava jato, o valor inclui um terreno de R$ 12,5 milhões, que seria utilizado para a construção do Instituto Lula, e um apartamento de R$ 500 mil que também teria sido entregue ao ex-presidente.

Segundo Marcelo Odebrecht, a empreiteira teria disponibilizado uma espécie de conta corrente para Lula, por meio do ex-ministro Antonio Palocci, com créditos de até R$ 200 milhões.
"Lula sabia desta planilha, por quê? Porque eu cheguei pra meu pai e disse assim: "Meu pai, avisa o Lula para ele não estranhar, porque em 2010 não vai aparecer quase contribuição nenhuma nossa" e, de fato, não teve muita contribuição nossa, por quê?", disse o delator."Meu pai que pode dizer o que Lula sabia ou deixava de saber", completou.

Em junho, porém, o patriarca da Odebrecht deu outra versão sobre o caso. "Eu tive conhecimento que Marcelo me trouxe para eu informar o presidente Lula e eu não levei para o presidente Lula, não levei, porque eu não levava números para ele. Então o que eu perguntei é o seguinte: 'Você e o interlocutor indicado pelo presidente acertaram, vocês estão de acordo?'. Pronto, eu não levei", afirmou Emílio referindo-se ao ex-ministro Antonio Palocci.

Para a defesa de Lula, "sucedeu que, ao prestarem depoimento perante este Juízo, sob o compromisso de dizer a verdade, Marcelo Odebrecht, enquanto corréu colaborador, e Emílio Odebrecht, na condição de testemunha colaboradora, apresentaram testemunhos manifestamente antagônicos e, portanto, incompatíveis entre si",

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