Delação da Odebrecht não explica 600 codinomes do setor de repasses ilegais

Delações de executivos da Odebrecht e documentos apresentados pela empreiteira ao Ministério Público Federal deixam sem explicação cerca de 600 codinomes de destinatários de propinas e repasses ilegais registrados nas planilhas do setor de operações ilícitas da construtora; soma dos recebimentos dos 20 maiores beneficiários sem identificação passa de R$ 100 milhões, segundo levantamento feito pela Folha; nesse material, disponibilizado pelo Supremo Tribunal Federal, o maior número de pagamentos está relacionado à alcunha "conterraneo"; foram 103 transferências que somaram R$ 13,7 milhões

Logo da construtora brasileira Odebrecht em Lima, no Peru 24/01/2017 REUTERS/Guadalupe Pardo
Logo da construtora brasileira Odebrecht em Lima, no Peru 24/01/2017 REUTERS/Guadalupe Pardo (Foto: Aquiles Lins)

247 - Delações de executivos da Odebrecht e documentos apresentados pela empreiteira ao Ministério Público Federal deixam sem explicação cerca de 600 codinomes de destinatários de propinas e repasses ilegais registrados nas planilhas do setor de operações ilícitas da construtora.

A soma dos recebimentos dos 20 maiores beneficiários sem identificação passa de R$ 100 milhões, segundo levantamento feito pela Folha.  Nesse material, disponibilizado pelo Supremo Tribunal Federal, o maior número de pagamentos está relacionado à alcunha "conterraneo". Foram 103 transferências que somaram R$ 13,7 milhões.

Os repasses eram sempre do mesmo valor, R$ 125 mil, com exceção de um no montante de R$ 1 milhão. Essas operações ocorreram em um período de 10 meses, entre novembro de 2013 e agosto de 2014.

Em seguida na lista de principais recebedores vem o codinome "eao", que foi associado a 9 desembolsos no total de R$ 7,6 milhões entre 2008 e 2010.

Na delação da empreiteira fechada em dezembro de 2016, não há explicação para esse apelido, porém uma ex-funcionária do departamento de repasses ilegais vinculou o termo às iniciais do acionista e ex-número um do grupo, Emílio Alves Odebrecht. 

Leia a reportagem da Folha de S. Paulo sobre o assunto. 

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