Delação de Palocci tem muita fofoca, afirma procurador

A delação do ex-ministro da Fazenda e Casa Civil Antonio Palocci  travou e o motivo seriam as informações fornecidas; o principal negociador do Ministério Público Federal (MPF), Carlos Fernando de Souza Lima, classificouo material entregue pela defesa de Palocci como “fofoca de Brasília’’; para o procurador, “ouvir dizer não adianta”

A delação do ex-ministro da Fazenda e Casa Civil Antonio Palocci  travou e o motivo seriam as informações fornecidas; o principal negociador do Ministério Público Federal (MPF), Carlos Fernando de Souza Lima, classificouo material entregue pela defesa de Palocci como “fofoca de Brasília’’; para o procurador, “ouvir dizer não adianta”
A delação do ex-ministro da Fazenda e Casa Civil Antonio Palocci  travou e o motivo seriam as informações fornecidas; o principal negociador do Ministério Público Federal (MPF), Carlos Fernando de Souza Lima, classificouo material entregue pela defesa de Palocci como “fofoca de Brasília’’; para o procurador, “ouvir dizer não adianta” (Foto: Giuliana Miranda)

247 - A delação premiada do ex-ministro da Fazenda e Casa Civil Antonio Palocci travou. As informações levadas por ele à força-tarefa da Lava-Jato até agora são consideradas insuficientes pelos investigadores. Se fosse possível dizer em que estágio se encontra a negociação em uma escala de zero a dez (em que dez é o sucesso do acordo), a resposta seria três, segundo o principal negociador do Ministério Público Federal (MPF), Carlos Fernando de Souza Lima.

O procurador critica a apresentação por advogados de Palocci do que chamou como “fofoca de Brasília’’. Para ele, “ouvir dizer não adianta”.

"Não preciso que ele tenha prova, mas bom indicativo de que a coisa vai para a frente. Se tivesse sido no começo (da Lava-Jato), quando você não tinha nada, pouco sempre parece bastante. Quando você está na situação atual, mesmo que não seja pouco, não é suficiente — afirmou o procurador.

Na avaliação de Lima, o material apresentado pelo petista “não se revelou aquilo tudo que deveria ser”.

"Chegamos ao momento em que já existem muitas colaborações. Considerando todos os fatos já revelados, acho até que não são muitas. A estratégia da Lava-Jato de Curitiba de novas colaborações já está esgotada. Se eu fizer, vão ser pequenas colaborações, com pessoas desconhecidas — disse.

As informações são de reportagem de Thiago Herdy em O Globo.

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