Delator complica de vez a vida de Geddel

As declarações do empresário Alexandre Margotto em depoimento ao Ministério Público Federal de Brasília aprofundaram ainda mais as acusações de corrupção contra o ex-ministro Geddel Vieira Lima; Margotto afirmou que Geddel era o "o parceiro mais rentável" do empresário Lúcio Funaro na Caixa Econômica Federal. Funaro é apontado como o operador financeiro do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso pela Lava-Jato

Brasília - O ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, anuncia medidas para reduzir os gastos públicos (José Cruz/Agência Brasil)
Brasília - O ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, anuncia medidas para reduzir os gastos públicos (José Cruz/Agência Brasil) (Foto: Giuliana Miranda)

247 - O depoimento do empresário Alexandre Margotto ao Ministério Público Federal de Brasília aprofundou ainda mais as acusações de corrupção contra o ex-ministro Geddel Vieira Lima. Margotto afirmou que Geddel era o "o parceiro mais rentável" do empresário Lúcio Funaro na Caixa Econômica Federal. Funaro é apontado como o operador financeiro do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso pela Lava-Jato.

As informações são de reportagem do Valor.

"Sócio de Funaro - que também está preso - Margotto teve sua delação homologada na sexta-feira pela 10ª Vara Federal de Brasília. Ele contou como funcionaria o esquema de recebimento de propina em troca de facilidades na obtenção de recursos da Caixa e do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para empresas.

Segundo Margotto, os dois representantes do grupo na Caixa eram Fábio Cleto e Geddel, que ocupavam vice-presidências na instituição. Aos procuradores, o empresário informou que Funaro costumava dizer que ganhava mais dinheiro com Geddel do que com Cleto. 

O delator foi questionado sobre a nomeação de Cleto. Os procuradores quiseram saber se Margotto tinha conhecimento de que a vaga na vice-presidência do banco era da "cota política" de Cunha ou do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco. "Não sei se o Eduardo [Cunha] estava sozinho ou com outras pessoas do partido [PMDB], mas ele tinha direito a essa pasta. Era do Moreira Franco, mas teve um direcionamento para ele [Cunha]", afirmou Margotto.

De acordo com o delator, a relação de Funaro com Geddel se dava por intermédio de Lúcio Vieira Lima, irmão do ex-ministro"

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