Delegados da PF dizem que tentativa de interferência de Bolsonaro gerou crise de confiança

A exoneração de Mauricio Valeixo do comando da Polícia Federal e o consequente pedido de demissão de Sergio Moro do Ministério da Justiça instalaram uma “crise de confiança”, disse a Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) em carta aberta ao presidente Jair Bolsonaro

(Foto: Reuters | Alan Santos/PR)
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247 - Delegados da Polícia Federal enviaram a Jair Bolsonaro carta aberta em que criticam a posição do titular do Planalto de pedir relatórios da corporação sobre investigações e dizem que esta exigência gerou uma crise de confiança. 

Na carta, a ADPF afirma ainda que não há previsão legal de a PF repassar ao presidente seus relatórios de inteligência e rebate as acusações de Bolsonaro de que a corporação não se empenhou nas investigações sobre o atentado que sofreu durante a campanha eleitoral de 2018, informa a Reuters

“Há uma crise de confiança instalada, tanto por parte de parcela considerável da sociedade, quanto por parte dos delegados da Polícia Federal, que prezam pela imagem da instituição. Nenhum delegado quer ver a PF questionada pela opinião pública a cada ação ou inação. Também não quer trabalhar sob clima de desconfianças internas”, afirma a nota, que alerta sobre possíveis instabilidades na futura nova gestão da corporação.

“O contexto criado pela exoneração do comando da PF e pelo pedido de demissão do ministro Sergio Moro imporá ao próximo diretor um desafio enorme: demonstrar que não foi nomeado para cumprir missão política dentro do órgão. Assim, existe o risco de enfrentar uma instabilidade constante em sua gestão.”

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