Deltan usou pregação ética para ganhar dinheiro, diz Mello Franco

"Pregação da ética pode se tornar uma atividade lucrativa. Foi o que descobriu Deltan Dallagnol, chefe da Lava-Jato em Curitiba", diz o jornalista Bernardo Mello Franco; "O procurador faz planos de enriquecer às custas do prestígio da operação. A ideia era transformar em dinheiro a fama construída com entrevistas e PowerPoints”, afirma em referência aos últimos vazamentos revelados pelo site The Intercept

(Foto: Reprodução | ALESP)

247 - “A pregação da ética pode se tornar uma atividade lucrativa. Foi o que descobriu Deltan Dallagnol, chefe da Lava-Jato em Curitiba. Nos novos diálogos revelados pelo Intercept Brasil e pela “Folha de S.Paulo”, o procurador faz planos de enriquecer às custas do prestígio da operação. A ideia era transformar em dinheiro a fama construída com entrevistas e PowerPoints”, diz o jornalista Bernardo Mello Franco em sua coluna no jornal O Globo. 

Mello Franco destaca que as mensagens revelam que o procurador “se mostrou animado com o reforço em sua conta bancária”, além de ter mobilizado duas servidoras públicas “para tocar suas atividades privadas” e discutido “com o colega Roberson Pozzobon uma tática para driblar questionamentos jurídicos. A ideia era registrar a firma de palestras em nome das mulheres, já que a lei impede procuradores de gerenciar empresas”.

‘Em outros tempos, Millôr Fernandes avisou: “Desconfio de todo idealista que lucra com seu ideal”’, relembra o jornalista.

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