Derretimento do PSDB e acordo com a CCR podem pôr fim à blindagem tucana

O acordo firmado com a CCR (Companhia de Concessões Rodoviárias) pode dar início a uma investigação verdadeiramente republicana com relação aos político que se usaram seus cargos e poder para proveito próprio, diz o promotor de Justiça do patrimônio público José Carlos Blat. A denúncia de que os ex-governadores Alckmin e Serra (ambos do PSDB) receberam mais de R$ 30 milhões em propinas apontam para o começo do fim da blindagem tucana articulada há décadas por parte do poder judiciário brasileiro

Derretimento do PSDB e acordo com a CCR podem pôr fim à blindagem tucana
Derretimento do PSDB e acordo com a CCR podem pôr fim à blindagem tucana (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

247 - O acordo firmado com a CCR (Companhia de Concessões Rodoviárias) pode dar início a uma investigação verdadeiramente republicana com relação aos político que se usaram seus cargos e poder para proveito próprio, diz o promotor de Justiça do patrimônio público José Carlos Blat. A denúncia de que os ex-governadores Alckmin e Serra (ambos do PSDB) receberam mais de R$ 30 milhões em propinas apontam para o começo do fim da blindagem tucana articulada há décadas por parte do poder judiciário brasileiro. 

A reportagem da Revista Istoé destaca a aparente mudança de rumos da justiça paulista: "o promotor de Justiça do patrimônio público José Carlos Blat, do Ministério Público de São Paulo, afirmou nesta quinta-feira, 29, que o Termo de Autocomposição firmado com o Grupo CCR 'é o começo de uma grande investigação contra políticos'. A Promotoria fechou com a companhia um acordo em que é revelado caixa 2 de ao menos R$ 30 milhões para campanhas eleitorais de ex-governadores e deputados de São Paulo. Pelo menos 15 políticos são citados no termo, denominado Auto Composição para Ato de Improbidade, entre eles, os ex-governadores Geraldo Alckmin e José Serra, ambos do PSDB, e o deputado estadual Campos Machado (PTB)."

E informa os termos do acordo: "a concessionária se dispôs a pagar multa de R$ 81 milhões – R$ 44 milhões de multa por improbidade, valor destinado ao Estado, e R$ 17 milhões, na forma de doação, destinados à Biblioteca da Faculdade de Direito da USP, nas Arcadas do Largo São Francisco, mais R$ 15,427 milhões para os cofres do Estado por dano moral coletivo e R$ 4,6 milhões para o fundo de direitos difusos."

 

 

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