Devido à avalanche de críticas ao governo, Temer parou de ler jornais e revistas

Com reportagens e análises adversas para o governo desde maio do ano passado, quando a delação da JBS veio a público implicando-o diretamente, Temer Michel Temer diminuiu o tempo dedicado às notícias diárias e se aprofundou nas articulações políticas para permanecer no cargo; para não parecer alienado, Temer se informa através de resumos preparados por sua assessoria e por alertas de notícias em seu smartphone 

Devido à avalanche de críticas ao governo, Temer parou de ler jornais e revistas
Devido à avalanche de críticas ao governo, Temer parou de ler jornais e revistas (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 - Antes audiência assídua da maior parte dos jornais e revistas do país, Michel Temer tem diminuído a leitura que fazia dos principais veículos de imprensa e se informado com o resumo de relatórios elaborados por sua equipe de comunicação.

Com reportagens e análises adversas para o governo desde maio do ano passado, quando a delação da JBS veio a público implicando-o diretamente, Temer diminuiu o tempo dedicado às notícias diárias e se aprofundou nas articulações para que não seja alvo do que auxiliares têm chamado de "efeito Sarney".

"Ninguém gosta de noticiário negativo, ainda mais quem foi vítima de 'fake news' ou de 'ilação news' para derrubá-lo. Não se pode ficar feliz com meses de uma exploração midiática dessa", diz Elsinho Mouco, marqueteiro do governo, referindo-se às denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República.

O emedebista, porém, não quer parecer alienado e instalou alertas em seu smartphone que o avisam das notícias de última hora. No mais, prefere conversas com ministros, senadores e deputados, geralmente com a TV de seu gabinete desligada.

As informações são de reportagem de Marina Dias na Folha de S.Paulo.

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