Dilma condena pequenez do Brasil e diplomacia do porrete contra Venezuela

Em nota à imprensa, neste sábado (3), a ex-presidente Dilma Rousseff criticou a decisão do Mercosul, que contou com o apoio do governo do Brasil, de suspender a Venezuela; "A medida mostra a pequenez do governo do Brasil diante das exigências da América Latina", disse; para Dilma, a suspensão é um "recurso extremo e inadequado"; a ex-presidente ainda afirmou que "só faz política externa com porretes e ameaças de um país imperial"; ontem, ao defender a medida, o chanceler José Serra afirmou que a Venezuela "aporrinha" o Mercosul; a chanceler venezuelana, Delcy Rodriguez lamentou a decisão e disse que "os ares golpistas chegaram ao Mercosul"

Em nota à imprensa, neste sábado (3), a ex-presidente Dilma Rousseff criticou a decisão do Mercosul, que contou com o apoio do governo do Brasil, de suspender a Venezuela; "A medida mostra a pequenez do governo do Brasil diante das exigências da América Latina", disse; para Dilma, a suspensão é um "recurso extremo e inadequado"; a ex-presidente ainda afirmou que "só faz política externa com porretes e ameaças de um país imperial"; ontem, ao defender a medida, o chanceler José Serra afirmou que a Venezuela "aporrinha" o Mercosul; a chanceler venezuelana, Delcy Rodriguez lamentou a decisão e disse que "os ares golpistas chegaram ao Mercosul"
Em nota à imprensa, neste sábado (3), a ex-presidente Dilma Rousseff criticou a decisão do Mercosul, que contou com o apoio do governo do Brasil, de suspender a Venezuela; "A medida mostra a pequenez do governo do Brasil diante das exigências da América Latina", disse; para Dilma, a suspensão é um "recurso extremo e inadequado"; a ex-presidente ainda afirmou que "só faz política externa com porretes e ameaças de um país imperial"; ontem, ao defender a medida, o chanceler José Serra afirmou que a Venezuela "aporrinha" o Mercosul; a chanceler venezuelana, Delcy Rodriguez lamentou a decisão e disse que "os ares golpistas chegaram ao Mercosul" (Foto: Valter Lima)

247 - Em nota à imprensa, neste sábado (3), a ex-presidente Dilma Rousseff criticou a decisão do Mercosul, que contou com o apoio do governo do Brasil, de suspender a Venezuela. "A medida mostra a pequenez do governo do Brasil diante das exigências da América Latina", disse. Para Dilma, a suspensão é um "recurso extremo e inadequado". A ex-presidente ainda afirmou que "só faz política externa com porretes e ameaças de um país imperial".

Ao defender, nesta sexta-feira (2), a exclusão da Venezuela do Mercosul, o chanceler José Serra afirmou que a Venezuela, país com o qual o Brasil manteve grandes superávits comerciais nos últimos anos, "aporrinha, mas não chega a ser um fator que atrapalha" o bloco comercial. A Venezuela, governada por Nicolas Maduro, foi um dos primeiros países a condenar o golpe parlamentar no Brasil.

A chanceler venezuelana, Delcy Rodriguez, ao comentar a suspensão imposta ao país por pressão do Brasil e da Argentina, disse que "os ares golpistas chegaram ao Mercosul". 

 

Abaixo a nota na íntegra:

NOTA À IMPRENSA

A decisão de suspender a Venezuela do Mercosul, anunciada pelos governos do Brasil, Argentina e Paraguai, é um ato e precedente perigoso e irresponsável pois compromete a convivência entre as nações da América do Sul.

Só faz política externa com porrete e ameaças um país imperial. Nação democrática tampouco desrespeita a soberania de um país-irmão.
A justificativa para a retaliação é inconsequente porque dos 41 acordos dos quais é exigida a adesão da Venezuela, o próprio Brasil não ratificou pelo menos cinco deles. Outros países do Mercosul também não adotaram algumas dessas normativas.

A suspensão é um recurso extremo e inadequado. No entanto, não se pode esperar muito do governo ilegítimo que usurpou o meu mandato por meio de um golpe parlamentar travestido de impeachment.

A medida mostra a pequenez do governo do Brasil diante das exigências da América Latina.

Dilma Rousseff

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