Dilma: procuradores foram movidos por ódio e preconceito contra Lula

Presidente deposta usou sua conta no Twitter para condenar a postura dos procuradores da Lava Jato, que debocharam da morte de Marisa Letícia e também do luto do ex-presidente. Em sua visão, os "procuradores foram movidos por ódio e preconceito contra Lula"

247 - A presidente deposta Dilma Rousseff usou sua conta no Twitter nesta terça-feira 27 para condenar a postura dos procuradores da Lava Jato, que debocharam da morte de Marisa Letícia e também do luto do ex-presidente Lula. 

Para ela, os "procuradores foram movidos por ódio e preconceito contra Lula". 

Os novos diálogos dos procuradores vieram a público com as novas revelações divulgadas pela Vaza Jato, em parceria do site The Intercept e portal UOL, nesta manhã. 

De acordo com as mensagens, uma das procuradoras atribuiu à elevação da pressão da ex-primeira-dama a uma "carne mais salgada". Outro integrante da força-tarefa comparou Marisa Letícia a um "vegetal". Em outra conversa, Lula foi acusado de querer "passear" quando pediu para ir ao velório de seu irmão mais velho, Vavá.

Veja a postagem de Dilma:

Após nota da colunista do jornal Folha de S.Paulo Mônica Bergamo sobre a agonia vivida por Marisa em seus últimos dias de vida ter sido compartilhada no grupo, a procuradora Laura Tessler refuta a possibilidade de o agravamento do quadro da ex-primeira-dama ter acontecido após busca e apreensão na casa dela e dos filhos e condução coercitiva de Lula, determinada pelo então juiz Sergio Moro no ano anterior. "Ridículo... Uma carne mais salgada já seria suficiente para subir a pressão... ou a descoberta de um dos milhares de humilhantes pulos de cerca do Lula", afirma Laura.   

Na mesma conversa, o procurador Januário Paludo, que também integra a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, coloca sob suspeita as circunstâncias da morte de Marisa Letícia. "A propósito, sempre tive uma pulga atrás da orelha com esse aneurisma. Não me cheirou bem. E a segunda morte em sequência", diz ele, sem especificar à qual outra morte se referia.  

A suspeição em relação às circunstâncias da morte da ex-primeira-dama já havia sido exposta por Paludo em 24 de janeiro de 2017, quando Marisa Letícia fora internada. Na ocasião, o chefe da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, afirma que Marisa havia chegado debilitada ao hospital.  "Um amigo de um amigo de uma prima disse que Marisa chegou ao atendimento sem resposta, como vegetal", afirma Deltan. Paludo reage à frase dizendo: "Estão eliminando as testemunhas". 

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