Dirceu: ‘é hora de os bancos explicarem o porquê de juros altos’

Em vídeo e em texto publicados no site Nocaute, o ex-ministro José Dirceu afirma que "os bancos a cada cinco, sete anos, ganham o equivalente ao patrimônio de cada um com juros. O cartão de crédito e o o crédito especial continuam com juros 12%,13% ao mês, e 330%, 340% ao ano"; segundo o ex-ministro, "é hora de pedir para os banco explicarem para o país o porquê desses juros altos". "O que dizem os bancos? Que é por causa da inadimplência, mas a inadimplência não chega a 3,5% em média, e vem caindo"; Dirceu também afirma ser necessário "denunciar e lutar contra essa falácia de independência do Banco Central"; assista

O ex-ministro José Dirceu disse que campanha de Dilma não deve ter salto alto
O ex-ministro José Dirceu disse que campanha de Dilma não deve ter salto alto (Foto: Leonardo Lucena)

247 - Em texto publicado no site Nocaute, o ex-ministro José Dirceu afirma que "os bancos a cada cinco, sete anos, ganham o equivalente ao patrimônio de cada um com juros. O cartão de crédito e o o crédito especial continuam com juros 12%,13% ao mês, e 330%, 340% ao ano".

"O crédito pessoal, das famílias, para comprar bens duráveis, é de mais de 100%. Os bancos ganham em média 25% a 30% sobre o dinheiro que tomam emprestado do cidadão. A diferença entre o que os bancos pagam para nós, por colocarmos um dinheiro no banco, e o lucro que têm é de 30% a 40%, chega a 45% em operações no mercado livre", disse. "Se um banco, e o sistema todo empresta hoje, por exemplo, R$ 1 trilhão e meio de recursos livres, se o spread, quer dizer, a diferença que o banco ganha é de 25%, significa R$ 400 bilhões, sobre R$ 1 trilhão e meio. É um assalto. Não há em nenhum país do mundo essas taxas de juros, elas não existem", acrescenta.

Segundo o ex-ministro, "é hora de pedir para os bancos explicarem para o país o porquê desses juros altos". "O que dizem os bancos? Que é por causa da inadimplência, mas a inadimplência não chega a 3,5% em média, e vem caindo. Dizem que é por causa da tributação, mas a tributação brasileira é considerada uma das mais baixas do mundo. Dizem que é por causa do governo, da burocracia, mas os bancos recebem todos os anos R$ 23 bilhões em tarifas. Com isso praticamente pagam o investimento tecnológico e a folha pessoal".

Dirceu também afirma ser necessário "denunciar e lutar contra essa falácia de independência do Banco Central". "Querem mais, agora autorizaram o Banco Central dar a última palavra sobre fusões e aquisições, não mais o Cade. Ou seja, o órgão que tem que combater a formação de monopólios e cartéis, transfere, quando se trata dos bancos, para o Banco Central, que é controlado pelos bancos, o combate ao monopólio".

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