Diretora da Precisa se diz surpresa com recibo emitido em importação da Covaxin

Emanuela Medrades disse, em depoimento à PF, ter ficado surpresa com um recibo emitido em nome da empresa Madison Biotech. A empresa sediada em Cingapura é vista como laranja por senadores da CPI da Covid e não constava no contrato de compra de imunizante negociado entre o governo brasileiro e a Precisa

(Foto: Pedro Fran础/Agência Senado)
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247 - A diretora da Precisa Medicamentos, Emanuela Medrades, em depoimento à Polícia Federal (PF), disse ter ficado surpresa com um recibo emitido em nome da empresa Madison Biotech durante o processo de importação da vacina indiana Covaxin no Ministério da Saúde.

A empresa sediada em Cingapura, vista como laranja por senadores da CPI da Covid, não constava no contrato de compra de imunizante negociado entre o governo brasileiro e a Precisa, que representava o laboratório indiano Bharat Biotech, que fabrica a Covaxin.

No depoimento para a PF no dia 12 de julho, Medrades diz que a Precisa só teria tomado conhecimento da Madison durante a elaboração da primeira versão de recibo chamado 'invoice'.

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A empresa sediada em Cingapura, no documento encaminhado ao Ministério da Saúde, era indicada como destinatária do pagamento antecipado a ser feito pelo governo brasileiro, que acabou não sendo concretizado.

"Em relação à contração da Bharat e envio da invoice pela Madison, realmente foi uma surpresa também para a Precisa, tanto que nós perguntamos. Nós só ficamos sabendo da Madison no momento em que pedimos a primeira invoice. Mas não estranhamos porque as duas são do mesmo grupo e isso é até natural no mercado de importação e exportação​", afirmou a diretora à PF.

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Medrades ainda disse que as inconsistências no documento, expostas pela CPI da Covid com a senadora Simone Tebet (MDB), são de responsabilidade da Bharat.

"Eu reconheci esses erros só depois que eles foram relatados pela senadora Simone Tebet (MDB-MS). Realmente foi uma coisa que a gente entendeu 'precisamos fazer um duplo check', mas muito provavelmente o que aconteceu é que nós estávamos mostrando para a Bharat, através de uma chamada de vídeo, uma invoice que eles tinham que usar (como referência). E eu não avaliei antes de encaminhar, eu não fiz duplo check, se eu tivesse visto isso eu teria pedido a correção​", disse Emanuela.

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"Eles (Bharat) tiveram que adaptar completamente o documento deles para um documento brasileiro. Eles mudaram muito no layout do documento, mas ainda assim não era um documento final, não era um documento com valor nem fiscal, nem jurídico. Era um documento para iniciar a etapa de importação", minimizou.

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