Discurso de Mantovani à frente da Funarte evidencia aparelhamento da cultura no governo Bolsonaro

Para o jornalista Bernardo Mello Franco, as "parvoíces" do maestro Dante Mantovani, escolhido para chefiar a Funarte no governo Jair Bolsonaro, "viraram problema do país, porque o olavista vai comandar políticas públicas e pilotar um orçamento de R$ 123 milhões anuais"

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247 - O jornalista Bernardo Mello Franco destaca que o maestro Dante Mantovani, escolhido para chefiar a Funarte no governo Jair Bolsonaro, “tem conseguido se destacar pelo exotismo” em meio a uma “fauna repleta de lunáticos e teóricos da conspiração”. “Antes de pousar no governo Bolsonaro, o novo presidente da Funarte fez questão de registrar seus delírios em vídeo. Num deles, associou o rock ao satanismo e ao aborto”, ressalta. 

“Até outro dia, as parvoíces de Mantovani eram problema dele e de quem o seguia na internet. Agora viraram problema do país, porque o olavista vai comandar políticas públicas e pilotar um orçamento de R$ 123 milhões anuais”, completa.

Mello Franco observa que em seu primeiro discurso, realizado na última quinta-feira, Mantovani “disse que o Brasil foi “abençoado por Deus desde o princípio”. Depois informou que o país teria sido “civilizado”, e não colonizado por Portugal. ‘“Devemos a nossa cultura, sim, a Portugal. E Portugal saiu para desbravar os mares, para levar a fé no nosso senhor Jesus Cristo. Precisamos lembrar que nós vivemos num país que tem origem cristã”, emendou’.

“O maestro terraplanista integra um time da pesada. Nos últimos dias, o governo entregou a Biblioteca Nacional, a Secretaria do Audiovisual e a Fundação Palmares a outros bolsonaristas de carteirinha. Todos recrutados pelo teatrólogo Roberto Alvim, que anunciou o plano de montar uma “máquina de guerra cultural” com verbas públicas. Na primeira chance, ele tentou contratar a mulher sem licitação”, relembra Mello Franco.

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