Disparam casos de assédio sexual e moral no governo federal

As denúncias de assédio sexual e moral no governo federal deram um salto em 2018; só este ano foram instaurados 185 processos de investigação relacionados a assédio, que tiveram como consequência expulsões de nove servidores; em 2014, quando a Controladoria Geral da União (CGU) começou a tipificar "assédio sexual e moral" entre os temas que motivaram abertura de investigações internas, foram 91 processos apuratórios instaurados e dois servidores expulsos

Disparam casos de assédio sexual e moral no governo federal
Disparam casos de assédio sexual e moral no governo federal (Foto: Daiane Mendonça/Governo de Rondônia)

247 - As denúncias de assédio sexual e moral no governo federal deram um salto em 2018. Só este ano foram instaurados 185 processos de investigação relacionados a assédio, que tiveram como consequência expulsões de nove servidores. Em 2014, quando a Controladoria Geral da União (CGU) começou a tipificar "assédio sexual e moral" entre os temas que motivaram abertura de investigações internas, foram 91 processos apuratórios instaurados e dois servidores expulsos.

A reportagem do jornal O Globo destaca que "os dados [da CGU] revelam que o ano de 2018 bateu recordes em procedimentos instaurados para apurar denúncias de assédio sexual e moral e em demissões decorrentes delas no governo federal."

A matéria narra um caso específico para dar a dimensão do problema: "desde 22 novembro, o assistente de chancelaria do vice-consulado do Brasil em Puerto Ayacucho, na Venezuela, Leonardo de Souza, está proibido de se aproximar, ligar, mandar e-mails ou mensagens para uma funcionária local. Também não pode persegui-la ou tentar intimidá-la. As ordens foram dadas pelo Ministério Público do estado do Amazonas da Venezuela, que se refere ao diplomata brasileiro como "suposto agressor" e evoca a Lei Orgânica Sobre o Direito das Mulheres a Uma Vida Livre de Violência para vetar qualquer contato entre a subordinada e o chefe. Desde maio, existe uma investigação interna no Ministério das Relações Exteriores para apurar a conduta do servidor, que após a denúncia deve ser removido para a Bolívia."

Segundo o jornal O Globo, "o documento do Ministério Público venezuelano (...) assinala que 'foram impostas por essa Representação Fiscal três medidas de proteção e segurança sendo as mesmas de natureza preventiva e decretadas para salvaguardar a dignidade e a integridade física, psicológica, sexual, patrimonial e de toda ação que viole e ameace os direitos contemplados na Lei Orgânica sobre o Direito das Mulheres a Uma Vida sem Violência da cidadã M. J. Q. A'."

 

 

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