Dois anos depois, quase metade dos casos de morte violenta continua em aberto

Diante da comoção nacional com a morte da menina Ágatha, de 8 anos, por policiais no Rio após ser vítima de bala perdida, um levantamento aponta que, das 1.195 mortes violentas registradas de 21 a 27 de agosto de 2017, somente 22% dos mais de mil casos tiveram um ou mais suspeitos presos

247 - Diante da comoção nacional com a morte da menina Ágatha, de 8 anos, por policiais no Rio após ser vítima de bala perdida, um levantamento aponta que, das 1.195 mortes violentas registradas de 21 a 27 de agosto de 2017, quase a metade continua em investigação na polícia. Apenas um em cada cinco casos teve uma prisão efetuada, e menos de 5% já têm um condenado pelo crime. 

De acordo com a pesquisa feita pelo G1, do total de casos mencionados, a polícia não identificou os autores de 501 (42%). Somente 22% dos mais de mil casos,  tiveram um ou mais suspeitos presos. 

As estatísticas apontaram que 292 (24%) têm autores processados na Justiça. Das 1.195 mortes, 99 foram classificadas como suicídio pela polícia. 

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