Dono da Kiss e dois músicos são presos em Santa Maria

Kiko Spohr, dono da casa noturna, foi preso, assim como dois músicos que se apresentavam na noite da tragédia; polícia ainda procura um quarto investigado, que está foragido; número de mortos subiu para 236; boate tinha alvará provisório e funcionava sem plano de prevenção a incêndios; tese de homicídio culposo começa a cair para dar lugar a de homicídio doloso

Dono da Kiss e dois músicos são presos em Santa Maria
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247, com Diário de Santa Maria - A Polícia Civil prendeu três pessoas, em caráter temporário, que são investigadas no caso do incêndio que atingiu a boate Kiss na madrugada de domingo em Santa Maria, interior do Rio Grande do Sul. A Polícia Civil ainda procura um quarto investigado contra o qual também foi decretada prisão temporária. O número de mortos na tragédia subiu para 236, de acordo com a Prefeitura do município. 

Estão presos dois músicos da banda Gurizada Fandangueira e um sócio da casa noturna, que estava supostamente internado em uma clínica em Cruz Alta. As outras prisões ocorreram em Mata e em São Pedro do Sul. A polícia também já cumpriu mandados de busca e apreensão.

Foi preso o empresário Elissandro Spohr, o Kiko. Conforme o advogado dele, o criminalista Jader Marques, ele teve temor de permanecer em Santa Maria e buscou atendimento médico em Cruz Alta devido à intoxicação.

Spohr recebe atendimento por ter inalado a fumaça que se espalhou pela casa noturna durante o incidente. Segundo o advogado, o sócio estava presente na festa juntamente com a mulher, grávida, no momento em que a faísca de um sinalizador manuseado por um integrante da banda Gurizada Fandangueira atingiu o revestimento de isolamento acústico, no teto da boate.

— Não façamos um juízo antecipado do Kiko. Ele compareceu ontem (domingo) mesmo à Justiça e está absolutamente à disposição. Todas as pessoas que estavam na boate eram amigas dele. Foi lá que comemoraram datas significativas, foi lá que namorados e namoradas se conheceram — salientou Marques em entrevista à Rádio Gaúcha.

O chefe de Polícia, delegado Ranolfo Vieira Junior, disse que a polícia entendeu ser "imprescindível" para a investigação as prisões dos suspeitos.

— Foi necessário por causa de contradições em depoimentos — afirmou Ranolfo.

As prisões temporárias têm prazo de cinco dias. Também foram realizadas buscas nos locais onde os suspeitos foram capturados. Está marcada para as 11h uma entrevista coletiva das autoridades que cuidam do caso em Santa Maria.

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