Drauzio Varella aponta mais um retrocesso do golpe: a volta da Aids

Na esteira do maior conjunto de retrocessos sociais possíveis que uma sociedade já experimentou, o médico Drauzio Varella alerta para a volta do HIV nos dados de saúde do país; o Brasil, que já foi referencia mundial no tratamento e na cobertura aos portadores de HIV, volta a figurar como eixo do subdesenvolvimento gerencial; ele diz: "estudo patrocinado pelo Ministério da Saúde em 12 capitais mostra que as prevalências do HIV em homens que fazem sexo com homens variam de 5,8% em Brasília a 24,8% em São Paulo. São números assustadores que exigem medidas drásticas para evitar que se forme uma legião de infectados, capaz de reviver os piores anos da epidemia"

Drauzio Varella aponta mais um retrocesso do golpe: a volta da Aids
Drauzio Varella aponta mais um retrocesso do golpe: a volta da Aids

247 - Na esteira do maior conjunto de retrocessos sociais possíveis que uma sociedade já experimentou, o médico Drauzio Varella alerta para a volta do HIV nos dados de saúde do país. O Brasil, que já foi referencia mundial no tratamento e na cobertura aos portadores de HIV, volta a figurar como eixo do subdesenvolvimento gerencial. Ele diz: "estudo patrocinado pelo Ministério da Saúde em 12 capitais mostra que as prevalências do HIV em homens que fazem sexo com homens variam de 5,8% em Brasília a 24,8% em São Paulo. São números assustadores que exigem medidas drásticas para evitar que se forme uma legião de infectados, capaz de reviver os piores anos da epidemia."

Em seu artigo publicado hoje no jornal Folha de S. Paulo, Varella alerta: "Aids é uma doença crônica que exige exames laboratoriais, imagens radiológicas, internações hospitalares e tratamento medicamentoso pelo resto da vida. Na penúria em que vive o SUS, de onde virão os recursos necessários?"

O médico ainda destaca: "em 1995, a prevalência do HIV em nosso país era idêntica à da África do Sul, que não adotou a mesma política. Hoje, 10% da população adulta daquele país está infectada. Se o mesmo tivesse acontecido conosco, teríamos cerca de 18 milhões de brasileiros HIV-positivos."

E chama a atenção para a degradação das políticas de prevenção: "paradoxalmente, entretanto, relaxamos na educação. As campanhas públicas pelos meios de comunicação de massa desapareceram, a educação sexual nas escolas enfrenta barreiras impostas por religiosos, pelos moralistas das horas vagas e por grupos de conservadores medievais."

 

 

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