Durante a pandemia, quase 10 mil pessoas morreram em casa por causas naturais em quatro capitais

Mortes em casa cresceram 53% durante pandemia em quatro capitais brasileiras. O fenômeno foi marcante nos últimos três meses nas cidades de São Paulo, Rio, Manaus e Fortaleza

(Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)
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247 - Segundo levantamento feito pelo epidemiologista Jesem Orellana, da Fiocruz Amazônia, a pedido da Folha de S.Paulo, as mortes por causas naturais em domicílios ou vias públicas entre 15 de março e 13 de junho saltaram de 6.378 no ano passado para 9.773 neste ano nas quatro capitais,  um crescimento de 53%, indicando um déficit de atendimento à saúde e falhas no planejamento e implementação de ações. Essas cidades representam também cerca de um terço do total de óbitos confirmados pelo coronavírus no Brasil. 

Reportagem da jornalista Júlia Barbon na Folha de S.Paulo indica que Manaus registrou 1.290 mortes em casa ou na rua e teve o maior salto, de 120%. Em seguida vêm Fortaleza, com um aumento de 74% (1.814 mortes), Rio de Janeiro, com 48% (3.029 mortes), e São Paulo, com 34% (3.640 mortes).

As quatro capitais tiveram uma explosão desses óbitos principalmente no fim de abril e início de maio, quando viveram suas piores fases da doença. Foi nessa época que os sistemas de saúde do Amazonas, do Ceará e do Rio de Janeiro colapsaram.

Os leitos de UTI nos hospitais ficaram lotados e se formaram filas por transferências, com pacientes aguardando por dias em unidades sem estrutura e profissionais adequados como UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), muitas vezes sem isolamento e acesso a exames ou respiradores.

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