Eduardo Bolsonaro será representante do pai e não do Brasil, diz Peter Hakim

Na avaliação do americano Peter Hakim, que estuda América Latina há mais de três décadas, se confirmada a indicação de Eduardo, ele será um representante do pai, e não do Brasil

Brasília - Eduardo Bolsonaro, e o pai, Jair Bolsonaro após o Conselho de Ética da Câmara arquivar duas representações (12/17 e 13/17) contra o deputado por quebra do decoro (Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agencia Brasil)
Brasília - Eduardo Bolsonaro, e o pai, Jair Bolsonaro após o Conselho de Ética da Câmara arquivar duas representações (12/17 e 13/17) contra o deputado por quebra do decoro (Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agencia Brasil) (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agenci)

247 - A repercussão da notícia dada pelo presidente Jair Bolsonaro que disse cogitar indicar o seu filho para ocupar o cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos continua negativa dentro e fora do Brasil.

Na avaliação do americano Peter Hakim, que estuda América Latina há mais de três décadas e é presidente emérito do think tank Inter-American Dialogue, sediado em Washington, se confirmada a indicação de Eduardo, ele será um representante do pai, e não do Brasil.

Em entrevista à BBC Brasil, o brasilianista Peter Hakim diz que o esperado de um embaixador é representar não apenas o presidente da República, mas o conjunto de instituições de um país.

"Ele será um representante do pai dele e não do país. Um país é mais que a Casa Branca ou o Palácio do Planalto. Há o Congresso, governadores...", afirma.

Para Hakim, a indicação expõe ainda mais o governo as críticas de nepotismo. "O jovem Bolsonaro não tem experiência e treinamento para ser embaixador nos Estados Unidos", avalia.

Outro especialista ouvido pela reportagem diz que a indicação "obviamente afeta a reputação do país".

"É uma notícia muito ruim para a maneira como o Brasil é visto. O fato de o presidente colocar seu próprio filho é uma coisa meio de República das Bananas", afirmou o professor de Relações Internacionais Oliver Stuenkel, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), diz que o movimento.

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