Educação pode sofrer com privatizações e austeridade com novo ministro do MEC

Dirigentes estudantis, professores e parlamentares denunciaram a ligação do novo ministro da Educação Carlos Alberto Decotelli com os militares e com a agenda neoliberal de Paulo Guedes. Confira

Carlos Alberto Decotelli da Silva
Carlos Alberto Decotelli da Silva (Foto: MARCELLO CASAL/AG BRASIL)
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247 - Com a nomeação do novo ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, especialistas e membros de entidades temem política de privatizações e cortes orçamentários na área. Decotelli é o segundo economista colocado por Jair Bolsonaro para comandar o Ministério da Educação. O primeiro tendo sido Abraham Weintraub.

Ele trabalhou com os ex-ministros da pasta Ricardo Vélez Rodríguez e Abraham Weintraub quando foi presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O novo ministro também é integrante da equipe que criou um curso de pós-graduação em finanças na PUC-RS, ao lado do ex-ministro Sergio Moro; e que criou os cursos MBA Finanças no Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC), junto ao ministro da Economia, Paulo Guedes.

Nas redes sociais, muitos especialistas, militantes estudantis e políticos manifestaram preocupação com uma continuação da política de austeridade, com privatizações e cortes orçamentários, e um alinhamento com a política econômica do ministro Paulo Guedes. Outra preocupação é o fato do novo ministro ser uma indicação dos militares, o que pode causar um avanço no projeto de militarização das escolas.

A presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Rozana Barroso, denunciou a nomeação do economista para a pasta e escreveu, em seu Twitter, que “a lição com Weintraub, também economista, deveria ter sido aprendida”. “Precisamos de alguém que entenda de educação”, reforçou.

Já o vereador do PSOL, Celso Giannazi, denunciou que Decotelli é “amigo do Guedes” e “teve a ausência com marca” em sua passagem pelo FNDE.

Por sua vez, o presidente da União Nacional dos Estudantes, Iago Montalvão, afirmou que, com a nomeação do novo ministro, “Bolsonaro entrega o MEC ao mercado financeiro” e que Decotelli “não tem praticamente nenhuma experiência ou proximidade com a educação, a não ser ter sido presidente do FNDE há alguns meses atrás, em que é acusado de ter gastos abusivos com viagens”.

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