Elefante branco?

Quem diria que o Mané Garrincha poderia transformar Brasília numa das capitais do futebol e na segunda casa do Flamengo

Flamengo e Santos, 26 de maio de 2013: nada menos que 70 mil pessoas assistiram ao jogo de abertura do Brasileirão, no Mané Garrincha, em Brasília. Flamengo e Coritiba, 6 de julho: mais 51 mil pagantes. Flamengo e Vasco, no ultimo domingo: 61 mil torcedores.

Os números falam por si e mostram que o Estádio Nacional de Brasília, o Mané Garrincha, não cumpriu a profecia dos que previam que rapidamente seria transformado num elefante branco. Além do sucesso na Copa das Confederações, quando foi considerado uma das melhores sedes do torneio, a arena já foi palco de uma homenagem a Renato Russo, também com casa lotada, e desses três jogos do Flamengo. Outros cinco já estão garantidos.

O Flamengo fez de Brasília sua segunda casa por uma razão estritamente econômica. Nos três jogos disputados na Capital Federal, o clube mais amado do Brasil obteve uma renda próxima a R$ 3 milhões e ainda teve a oportunidade de transmitir seus jogos como mandante também para o Rio de Janeiro.

Além disso, a privatização do Maracanã, que foi feita pelo governo de Sergio Cabral e beneficiou o problemático empresário Eike Batista, tornou menos vantajosas as condições de jogo dos clubes do Rio de Janeiro. Com o Mané como alternativa, o Flamengo provou que tem torcida no Brasil todo, especialmente em Brasília, e não precisa ser refém de ninguém.

A decisão rubra-negra foi também um grande negócio para o governo do Distrito Federal, que tem conseguido calar os críticos e provar a viabilidade de sua arena multiuso. Pelo acordo, 13% da renda  bruta vai para os cofres do GDF. Além dissso, oferecer alternativas de lazer à população, como o Flamengo e Vasco do ultimo domingo, certamente poderá contribuir para uma maior aprovação ao governador Agnelo Queiroz.

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