Eleições regionais da OAB fortalecem Felipe Santa Cruz e dificultam disputa de advogados bolsonaristas

Conservadores foram fragorosamente derrotados até agora nas eleições regionais da OAB. Atual presidente não deve enfrentar dificuldades para fazer seu sucessor

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(Foto: Reprodução)
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Agenda do Poder - Os bolsonaristas e conservadores foram fragorosamente derrotados até agora nas eleições regionais da OAB. O resultado nas urnas indica que o atual presidente da entidade, Felipe Santa Cruz, não deve enfrentar dificuldade para fazer seu sucessor, o advogado amazonense José Alberto Simonetti, atual secretário-geral e eleito conselheiro federal pelo Amazonas, na presidência do OAB nas eleições de janeiro.

Para o atual presidente da OAB, o pleito nos estados mostrou que o movimento de advogados conservadores é “maior nas redes sociais que na vida real”.

— Tiveram seu tamanho desmentido. É uma militância com força nas redes, que mobilizou advogados no país inteiro, mas com pouca força e viabilidade eleitoral. No conselho nacional, teremos uma chapa de situação com a mesma linha, de defesa da democracia. Foi uma vitória muito importante, porque mantém a OAB no campo da democracia — avalia Santa Cruz.

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Nas disputas estaduais por seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), realizadas no fim de novembro, candidatos apoiados pelo movimento Ordem dos Advogados Conservadores do Brasil (OACB) — grupo alinhado ao bolsonarismo e de oposição ao atual presidente da entidade, oposição ao atual presidente da entidade, Felipe Santa Cruz — foram derrotados em ao menos oito estados.

Apenas na Paraíba houve eleição de um aliado do grupo, o advogado Harrison Targino, que era candidato da situação, apoiado pelo atual presidente da Ordem no estado, Paulo Maia.

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O caso mais emblemático é o autointitulado conservador Alfedo Scaff em São Paulo, que recebeu apoio, além do movimento, da deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) e do jurista Ives Gandra Martins. Scaff terminou em último lugar na eleição paulista, com 5% dos votos. No estado, Patricia Vanzolini se tornou a primeira mulher presidente da seccional, maior da OAB, no primeiro pleito com sistema de cotas, no qual o número de vagas nas chapas precisa ser igualmente dividido entre homens e mulheres e 30% delas destinadas a negros e pardos.

Até aqui, os advogados progressistas e defensores do estado democrático de direito dominam a disputa.

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