Heleno reafirma apoio à segunda nota de militares contra Gilmar Mendes

Chefe do GSI, que disse neste domingo (12) que não haveria uma segunda nota das Forças Armadas sobre o tema, torna a vir a público para reforçar apoio aos militares contra o ministro do STF. Militares estão tentando dissociar Bolsonaro do conflito

General Augusto Heleno e Gilmar Mendes
General Augusto Heleno e Gilmar Mendes (Foto: Agência Brasil)
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247 - O general Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional, voltou a se posicionar a favor das Forças Armadas e em repúdio ao ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes por críticas feitas pelo magistrado aos militares, que segundo ele, estariam se associando ao "genocídio" do governo de Jair Bolsonaro.

"Reafirmo meu apoio à Nota Oficial, emitida nesta segunda-feira (13 Jul) pelo Ministro Gen Ex Fernando Azevedo e pelos Comandantes das Forças Armadas, em resposta à injusta agressão sofrida pelo Exército Brasileiro, em entrevista do Ministro do STF Gilmar Mendes", postou Heleno no Twitter na tarde desta segunda-feira (13), sobre a nota assinada pelo ministro da Defesa, Fernando Azevedo, e pelos chefes das Forças Armadas.

No texto, Gilmar é chamado inusualmente de "senhor", sem referência ao seu cargo de ministro do STF. “Comentários dessa natureza, completamente afastados dos fatos, causam indignação. Trata-se de uma acusação grave, além de infundada, irresponsável e sobretudo leviana. O ataque gratuito a instituições de Estado não fortalece a Democracia”, diz a nota.

Além do posicionamento, a cúpula militar anunciou que está entrando com uma representação contra o ministro do STF na Procuradoria Geral da República (PGR).

A primeira nota havia sido publicada no sábado (11) pelo Ministério da Defesa. No domingo, Heleno disse que não haveria mais posição pública sobre o assunto. “O Ministério da Defesa já publicou uma nota a respeito, sem citar nomes. A nota é muito esclarecedora”, declarou à CNN.

A intensificação do conflito fez com que aumentasse a pressão de militares para a saída de Eduardo Pazuello do comando do Ministério da Saúde. Jair Bolsonaro não se posicionou sobre o embate entre militares e Gilmar Mendes até o momento.

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