Em 12 horas, campanha de Haddad recebe 5 mil denúncias de 'fake news'

Além de combater boicotes e perseguições da imprensa tradicional, a candidatura de Fernando Haddad luta contra uma profusão inédita de fakenews, ofensas e ameaças propagadas por agentes a serviço da candidatura extremista, via WhatsApp e redes sociais; A campanha de Haddad teve que criar um canal para receber denúncias e em doze horas recebeu mais de 5 mil notificações 

Em 12 horas, campanha de Haddad recebe 5 mil denúncias de 'fake news'
Em 12 horas, campanha de Haddad recebe 5 mil denúncias de 'fake news' (Foto: Ricardo Stuckert)
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Da Rede Brasil Atual - Doze horas depois de ter criado um canal para receber e rebater denúncias de fake news, a campanha do presidenciável Fernando Haddad (PT) recebeu 5 mil mensagens. Em entrevista coletiva, em São Paulo, o candidato denunciou que milhões de mensagens estão fazendo uma campanha "vulgar" e de baixo nível contra ele. A campanha divulgou um site e o número (11) 99322-3275 para acolher denúncias por WhatsApp.

De acordo com a campanha, memes e notícias falsas vêm sendo intensamente distribuídas sobretudo por meio dessa rede social. São mensagens disparadas principalmente por apoiadores do candidato Jair Bolsonaro (PSL) contra a família de Haddad, sua atuação como prefeito de São Paulo e como ex-ministro da Educação, contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sua legenda e sua candidata a vice, Manuela D'Ávila (PCdoB).

"Temos a estimativa de que milhões de mensagens foram disparadas com conteúdos ofensivos. A quantidade está nos assustando", disse Haddad. Segundo ele, essas mensagens são dirigidas sobretudo ao público evangélico – "que cultiva valores que nós também cultivamos", disse o candidato. Esta semana, o bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus declarou apoio a Jair Bolsonaro.

"Se você receber uma mensagem anônima, denuncie. Eles estão falando contra a família, contra a escola pública, contra professores. Estão acusando escolas públicas de tratarem de temas com crianças sobre sexualidade", disse.

De acordo com o candidato, a campanha vai tentar identificar os emissores das mensagens, mas reconhece que a tarefa não é simples. "Sabemos que é diferente do Twitter, do Facebbok, que você consegue identificar pelo IP. É muito mais difícil identificar o emissor no WhatsApp, mas é possível. Vamos tentar, até domingo, recebendo a denúncia, fazer o caminho de volta até chegar em quem faz esse jogo baixo."

Questionado se o crescimento do candidato do PSL entre as mulheres e também mulheres de baixa renda se relaciona com a onda de mensagens, Haddad disse acreditar que sim. "Estamos falando de milhões de mensagens que estão sendo disparadas, com mulheres nuas, crianças sendo abusadas, coisas gritantes."

Outras mensagens falam em fraude eleitoral. "Mas é a menos ofensiva, até porque o Tribunal Superior Eleitoral já declarou que o candidato terá que respeitar o resultado das urnas."

Haddad afirmou que não acredita em vitória do adversário no primeiro turno, possibilidade especulada não apenas em mensagens apócrifas como também pela mídia tradicional. "Não, não vejo isso."

Sobre revidar os ataques, o petista declarou que está, agora, se defendendo. "Mantivemos até aqui uma campanha propositiva. Vocês me cobravam ataque a ele." Até o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) teria reclamado que o PT não ataca Bolsonaro. "Chegou o momento de nos defender nessa reta final, porque é muito grave o que está acontecendo no WhatsApp. Nossa preocupação é que as pessoas votem conscientemente."

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