Em acordos semelhantes, EUA pagam apenas 3% dos valores, mas para a Lava Jato pagaram 80%

A informação consta na nota divulgada pela Lava Jato para novamente explicar o acordo bilionário para a criação de uma fundação de R$ 2,5 bilhões, que foi suspenso pelo Supremo nesta sexta-feira (15); os procuradores dizem que, graças a negociação que fizeram com as autoridades norte-americanas, conseguiram não apenas que 3% dos recursos retornassem ao Brasil, como acontece em outras negociações, mas chegasse a 80%; como são bons de negociação esses procuradores de Curitiba

Em acordos semelhantes, EUA pagam apenas 3% dos valores, mas para a Lava Jato pagaram 80%
Em acordos semelhantes, EUA pagam apenas 3% dos valores, mas para a Lava Jato pagaram 80% (Foto: Fernando Fraz�o/Ag�ncia Brasil)

247 - Após a decisão do Supremo Tribunal Federal, nesta sexta-feira (15), de suspender o acordo que daria R$ 2,5 bilhões da Petrobras a fundação da Lava Jato, os procuradores de Curitiba divulgaram nota tentando mais uma vez justificar o acordo.

"A confiança de vocês é importante pra nós. Por isso, peço para ler esta nota e o documento linkado nela, em que explicamos detalhadamente todo o procedimento que culminou com a realização do acordo entre a Lava Jato e a Petrobras", escreveu Deltan Dallagnol, procurador da Lava Jato em sua página no Twitter. O tom demonstra que a fundação criada pela Lava Jato demoliu a narrativa de "salvadores da pátria" que eles lançaram há cinco anos.  

A nota enumera oito pontos em que tentam explicar e justificar a bilionário acordo e criticam a decisão do Supremo, afirmando que a suspensão é "equivocada".

Os procuradores dizem que, graças a negociação que fizeram com as autoridades norte-americanas, conseguiram não apenas que 3% dos recursos retornassem ao Brasil, como acontece em outras negociações, mas chegasse a 80%.

"... a força-tarefa da Lava Jato alcançou, mediante intensos esforços, autorização para que 80% dos valores da punição pudessem ficar no Brasil", contam os procuradores.

Dizem ainda que, diante da decisão do Supremo, "a suspensão do acordo como um todo, que inclui a razão do pagamento – e não apenas a destinação dos recursos – poderá fazer com que a Petrobras tenha a obrigação de pagar os valores integralmente nos Estados Unidos, já que está sujeita à soberania daquele país".

  

Conheça a TV 247

Ao vivo na TV 247 Youtube 247