Em disputa com Bolsonaro, Doria quer se aproximar de generais

Depois da demissão de generais por Bolsonaro de cargos de destaque do governo federal, que instalou um clima de desconfiança entre oficiais das Forças Armadas e o ocupante do Palácio do Planalto, o governador de São Paulo busca aproximação com militares de alto escalão

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247 - A crescente desconfiança e a insatisfação entre integrantes da cúpula militar com o atual ocupante do Palácio do Planalto abriu uma brecha na qual se movimenta o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). 

O titular do Bandeirantes, pretendente a suceder Bolsonaro, iniciou articulação para construir um canal de diálogo com as Forças Armadas. 

Reportagem do jornalista Gustavo Uribe na Folha de S.Paulo assinala que a iniciativa de Doria foi tomada a partir de demissão de generais de cargos de destaque do governo federal e da tentativa do tucano de reduzir os índices de criminalidade em São Paulo. 

Doria quer fazer da bandeira da segurança pública uma vitrine eleitoral para a sucessão presidencial de 2022.  

O governador paulista petende levar para sua gestão militares de peso, entre eles egressos da administração bolsonarista, e o de filiar militares ao PSDB.  

Um dos generais procurados foi Carlos Santos Cruz, ex-ministro da Secretaria de Governo, que deixou o cargo em junho. Ele foi informado que, caso deseje se filiar a uma sigla, será bem-vindo no PSDB. "Eu só vou pensar em filiação partidária mais para a frente", disse o general.  

A principal ponte do governador com as Forças Armadas é o general da reserva João Camilo Pires de Campos, atual secretário da Segurança Pública de São Paulo, dizem tucanos paulistas.  

Aliados do governador propõem que ele tente também se aproximar do general da reserva Guilherme Theophilo, atual secretário nacional de segurança pública.

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