Em editorial, jornal denuncia desapreço pela democracia de Bolsonaro

Em editorial, o jornal Folha de S. Paulo faz uma dura crítica ao candidato Jair Bolsonaro e ao seu comportamento de atirar para todos os lados, com acusações irresponsáveis, demonização de adversários e "sinais alarmantes de desapreço por regras do jogo democrático"; o editorial ainda menciona o general Mourão, candidato a vice na chapa de Bolsonaro, como outro elemento desestabilizador, com declarações infelizes e em tom de ameaça

Em editorial, jornal denuncia desapreço pela democracia de Bolsonaro
Em editorial, jornal denuncia desapreço pela democracia de Bolsonaro (Foto: REUTERS/Diego Vara)

247 - Em editorial, o jornal Folha de S. Paulo faz uma dura crítica ao candidato Jair Bolsonaro e ao seu comportamento de atirar para todos os lados, com acusações irresponsáveis, demonização de adversários e "sinais alarmantes de desapreço por regras do jogo democrático". O editorial ainda menciona o general Mourão, candidato a vice na chapa de Bolsonaro, como outro elemento desestabilizador, com declarações infelizes e em tom de ameaça. 

Leia trechos do editorial publicado no jornal Folha de S. Paulo

"Candidatos com chances crescentes de chegar ao segundo turno procuram, em geral, maneiras de se tornar aceitáveis para o máximo de eleitores de seus concorrentes. A vantagem básica do sistema de duas votações está, justamente, em incentivar a conciliação com a maioria dos representados. A campanha presidencial de Jair Bolsonaro parece inclinada a desafiar essa lógica singela. postulante do minúsculo PSL apresenta solidez nas pesquisas de intenção de voto no primeiro turno, em particular nas realizadas após o execrável ataque a faca de que foi vítima. Ao mesmo tempo, sua taxa de rejeição permanece a mais alta da disputa —e nem ele nem seus aliados demonstram empenho em reduzi-la. Ao contrário, persistem acusações irresponsáveis, demonização de adversários e, pior, sinais alarmantes de desapreço por regras do jogo democrático.

Mostrou-se especialmente desastrado o protagonismo assumido pelo candidato a vice na chapa, o general da reserva Hamilton Mourão(PRTB). Já no dia da facada, 6 de setembro, divulgou nota em que culpava, com leviandade inaceitável, “um militante do Partido dos Trabalhadores” pelo atentado". 

 

 

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