Em nota, publicitário de Temer diz ter feito trabalho legítimo para JBS

O marqueteiro Elsinho Mouco, que trabalha com Michel Temer, divulgou uma nota para informar ter feito trabalhos legítimos para a família Batista, dona da JBS, entre eles a campanha de Júnior Batista, outro irmão de Joesley, para o governo de Goiás; o empresário disse em delação premiada ter entregue R$ 300 mil para as mãos do publicitário

O marqueteiro Elsinho Mouco, que trabalha com Michel Temer, divulgou uma nota para informar ter feito trabalhos legítimos para a família Batista, dona da JBS, entre eles a campanha de Júnior Batista, outro irmão de Joesley, para o governo de Goiás; o empresário disse em delação premiada ter entregue R$ 300 mil para as mãos do publicitário
O marqueteiro Elsinho Mouco, que trabalha com Michel Temer, divulgou uma nota para informar ter feito trabalhos legítimos para a família Batista, dona da JBS, entre eles a campanha de Júnior Batista, outro irmão de Joesley, para o governo de Goiás; o empresário disse em delação premiada ter entregue R$ 300 mil para as mãos do publicitário (Foto: Gisele Federicce)

247 - O marqueteiro Elsinho Mouco, que trabalha com Michel Temer, divulgou uma nota para informar ter feito trabalhos legítimos para a família Batista, dona da JBS. Joesley disse em delação premiada ter entregue R$ 300 mil para as mãos do publicitário.

Mouco esclarece ter tido contato com a família Batista apenas quando Júnior Batista, outro irmão de Joesley e também seu sócio, planejava se candidatar ao governo de Goiás, por duas vezes. Ele disse também que Joesley se interessou por seu trabalho de "defesa digital" com Temer na vice-presidência e depois entrou em contato para que ele fizesse algo parecido com o grupo, durante a Operação Carne Fraca. 

O publicitário negou também ter sido responsável pelo marketing da campanha de Gabriel Chalita à Prefeitura de São Paulo, "ao contrário do que foi mencionado". Leia a íntegra:

NOTA À IMPRENSA

1- Eu possuo relação com o grupo JBS desde 2010, quando fui procurado para desenvolver trabalho de marketing político para a pre-candidatura ao governo de Goiás de um de seus sócios, Júnior Batista, que vem a ser irmão de Joesley. Em 2014 fui novamente contratado com o mesmo objetivo, mas, pela segunda vez, Junior desistiu da candidatura. Em ambas as ocasiões as notas fiscais foram emitidas normalmente.

2- Em 2012, ao contrário do que foi mencionado, não fui o responsável pelo marketing político da campanha de Gabriel Chalita à Prefeitura de São Paulo. Não tive contrato nem contato algum com a família Batista, da JBS.

3- Com relação ao trabalho de comunicação digital mencionado pelo delator, em meados de 2016 recebi um convite de Joesley para ir à sua casa. Chegando lá, me reuni com ele, com seu pai José Batista e seu irmão Wesley. Discutimos o momento político do país e as possibilidades de Júnior Batista se candidatar. Depois desta introdução, comentei que vinha auxiliando o então vice-presidente Michel Temer com um trabalho de defesa digital. Joesley mostrou-se interessado em ajudar, bem como contratar o mesmo serviço para o seu Grupo. Isto pode ser confirmado pela troca de mensagens que mantivemos posteriormente.

4- Recentemente, no auge da crise provocada pela operação Carne Fraca, recebi uma mensagem de Joesley Batista me consultando quanto à minha disponibilidade de fazer novamente a defesa digital da JBS. Foi o último contato que tivemos.

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