Em sessão secreta de CPI, advogado da J&F ataca Janot

O advogado Willer Tomaz, da J&F (controladora do grupo JBS), prestou depoimento à CPMI da JBS nesta quarta-feira (4). De acordo com o relator da comissão, deputado Carlos Marun (PMDB-MS), o depoimento de Tomaz é "extremamente grave" ao lançar suspeitas sobre a conduta de Rodrigo Janot, ex-procurador-geral da República, no acordo de delação da JBS; segundo o advogado, Janot "forçou a barra" para deixar o caso em que ele é investigado com o ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal); detido na Operação Patmos, deflagrada com base na delação de executivos da JBS, em maio, o advogado é acusado de pagar propina ao procurador Ângelo Goulart Villela

O advogado Willer Tomaz, da J&F (controladora do grupo JBS), prestou depoimento à CPMI da JBS nesta quarta-feira (4). De acordo com o relator da comissão, deputado Carlos Marun (PMDB-MS), o depoimento de Tomaz é "extremamente grave" ao lançar suspeitas sobre a conduta de Rodrigo Janot, ex-procurador-geral da República, no acordo de delação da JBS; segundo o advogado, Janot "forçou a barra" para deixar o caso em que ele é investigado com o ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal); detido na Operação Patmos, deflagrada com base na delação de executivos da JBS, em maio, o advogado é acusado de pagar propina ao procurador Ângelo Goulart Villela
O advogado Willer Tomaz, da J&F (controladora do grupo JBS), prestou depoimento à CPMI da JBS nesta quarta-feira (4). De acordo com o relator da comissão, deputado Carlos Marun (PMDB-MS), o depoimento de Tomaz é "extremamente grave" ao lançar suspeitas sobre a conduta de Rodrigo Janot, ex-procurador-geral da República, no acordo de delação da JBS; segundo o advogado, Janot "forçou a barra" para deixar o caso em que ele é investigado com o ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal); detido na Operação Patmos, deflagrada com base na delação de executivos da JBS, em maio, o advogado é acusado de pagar propina ao procurador Ângelo Goulart Villela (Foto: Charles Nisz)

247 - O advogado Willer Tomaz, representante da J&F (controladora do grupo JBS), prestou depoimento à CPMI da JBS nesta quarta-feira (4). De acordo com o relator da comissão, deputado Carlos Marun (PMDB-MS), o teor do depoimento de Tomaz é "extremamente grave" ao lançar suspeitas sobre a conduta de Rodrigo Janot, ex-procurador-geral da República, no acordo de delação da JBS.

Segundo o advogado, Janot "forçou a barra" para deixar o caso em que ele é investigado com o ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal). Tomaz nega proximidade com os senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e Renan Calheiros (PMDB-AL), apontados como justificativa pelo ex-procurador-geral para que as investigações envolvendo Tomaz ficassem a cargo do STF.

Detido na Operação Patmos, deflagrada com base na delação de executivos da JBS, em maio, o advogado é acusado de pagar propina ao procurador Ângelo Goulart Villela para repassar informação privilegiada a Joesley Batista. Tomaz se diz vítima de uma armação. Ele também ataca os delatores da JBS, dizendo que Joesley e Francisco de Assis, ex-diretor jurídico do grupo, se contradisseram em suas acusações.

A fala de Tomaz já se estende por mais de três horas e ainda não foi encerrada. A sessão desta quarta é realizada de forma secreta: a imprensa não tem acesso ao depoimento e foram interrompidas as transmissões por internet, rádio e TV Senado.

O deputado Carlos Marun (PMDB-MS) é um dos principais porta-vozes da tropa de choque do presidente Michel Temer na Câmara. A escolha dele para a relatoria da CPI foi vista como uma maneira do governo usar a comissão para intimidar procuradores e os delatores da JBS. Temer é alvo de duas denúncias apresentadas pelo Ministério Público Federal ao STF. As acusações por corrupção, obstrução da Justiça e organização criminosa têm como base as acusações apresentadas por Joesley.

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