Empresa ligada a Jucá recebeu R$ 30 mi de empreiteiras

A Ibatiba Assessoria, Consultoria e Intermediação de Negócios, citada em delação de um ex-executivo da Andrade Gutierrez como empresa utilizada para repassar propina ao senador Romero Jucá (PMDB), ex-ministro de Michel Temer, recebeu R$ 30 milhões de empreiteiras investigadas na Lava Jato; de acordo com o Ministério Público Federal, os repasses foram feitos pela Andrade, Mendes Junior e OAS, de 2010 a 2012; atual presidente do PMDB, Jucá já foi citado em outras delações como beneficiário de propina por obras da Petrobras e por contratos no setor elétrico; foi também ele quem afirmou que o impeachment deveria ocorrer para "estancar a sangria" da Lava Jato

Brasília - O presidente interino Michel Temer entrega o projeto de lei que altera a meta fiscal ao o presidente do Senado, Renan Calheiros, acompanhado do ministro Romero Jucá, do Planejamento (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Brasília - O presidente interino Michel Temer entrega o projeto de lei que altera a meta fiscal ao o presidente do Senado, Renan Calheiros, acompanhado do ministro Romero Jucá, do Planejamento (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) (Foto: Roberta Namour)

247 - A Ibatiba Assessoria, Consultoria e Intermediação de Negócios, citada em delação de um ex-executivo da Andrade Gutierrez como empresa utilizada para repassar propina ao senador Romero Jucá (PMDB), ex-ministro de Michel Temer, recebeu R$ 30 milhões de empreiteiras investigadas na Lava Jato.

De acordo com o Ministério Público Federal, os repasses foram feitos pela Andrade, Mendes Junior e OAS, de 2010 a 2012, segundo reportagem de Julia Affonso e Ricardo Brandit.

A empresa tem como sócios o empresário José Augusto Ferreira dos Santos, um dos acionistas do banco BVA, e seus filhos Fabio Augusto e Felipe Guimarães.

Alvo de três inquéritos relacionados à Lava Jato, o senador foi um dos principais articuladores do presidente interino Michel Temer e deixou o cargo de ministro do Planejamento após divulgação de conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Nos áudios, ele sugeria um pacto para tirar Dilma Rousseff do poder e barrar as investigações da Lava Jato.

Atual presidente do PMDB, Jucá já foi citado em outras delações como beneficiário de propina por obras da Petrobras e por contratos no setor elétrico.

Foi também ele quem afirmou que o impeachment deveria ocorrer para "estancar a sangria" da Lava Jato.

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