Erundina: a nova política é a velha política na sua expressão mais perversa

Preocupada com a atual conjuntura, a deputada federal Luiza Erundina (PSOL-SP) salienta que "a cena política é um caos e as instituições democráticas correm risco" e que "a nova política é a velha política na sua expressão mais perversa"; ela também destaca que "a esquerda só se unificará um dia se houver um projeto de nação, a partir do qual as forças políticas desse campo se juntem"

Erundina: a nova política é a velha política na sua expressão mais perversa
Erundina: a nova política é a velha política na sua expressão mais perversa (Foto: LUCIO BERNARDO JR)
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247 -  A deputada federal, Luiza Erundina (PSOL-SP), é a parlamentar mais velha do Congresso, mas mostra o ânimo de quem está começando. Em entrevista concedida ao Jornal Folha de S.Paulo, Erundina afirma que "a cena política é um caos e as instituições democráticas correm risco" e que " nova política é a velha política na sua expressão mais perversa". 

Ela também avalia a atual conjuntura na Câmara e constata que "há uma carência de lideranças que possam canalizar sua atuação no sentido de política como coletivo, construindo projetos políticos. Isso realmente está escasso, dos dois lados'". 

"Contribuiu muito o fato de as forças que estão no poder também não terem uma identidade, não representarem coisa nenhuma, não terem projeto algum. A oposição, por sua vez, não tem um foco, está um vazio na política, ninguém acredita mais na política. Ninguém acredita em ninguém. Por isso, é esse caos: não existe sociedade no mundo, qualquer que seja o sistema, sem a política como exercício do poder. É muito triste tudo isso", diz. 

Erundina também destaca que "a esquerda só se unificará um dia se houver um projeto de nação, a partir do qual as forças políticas desse campo se juntem". 

Em outro trecho da entrevista, ela salienta que a "democracia está ameaçada" e que "essa perseguição a quem pensa diferente, essa intolerância a qualquer crítica. Até um espaço natural para se construir a democracia que é a escola, a educação, está ameaçada. Com essa história de Escola sem Partido. O que mais me impressiona é o tempo muito curto para uma mudança tão radical, tão rápida". 

A parlamentar comenta sobre o papel da grande imprensa e considera que "o problema da mídia convencional é que também virou um partido, e esse sim tem um projeto. Qualquer governante, qualquer sistema que esteja aí, eles querem garantir os seus interesses como um dos poderes. Com a composição desse governo, tanto general lá dentro, o vice querendo mostrar que ele é a alternativa, querendo se credenciar como quem diz "olha, eu sou diferente...", fica tudo muito difícil". 

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