Especialista em forças armadas diz que Brasil sofre perda geopolítica ao se tornar aliado prioritário da Otan

A designação do Brasil como aliado prioritário extra-Otan traz perdas geopolíticas para o Brasil, afirma especialista em assuntos militares, Roberto Godoy. A nomeação foi feita por Donald Trump, que tonha feito essa promessa a a Jair Bolsonaro, que age como subordinado à superpotência do Norte

(Foto: Sputnik)
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Sputnik - A designação do Brasil como aliado prioritário extra-Otan traz perdas geopolíticas para o Brasil, afirma especialista em assuntos militares, Roberto Godoy.

A nomeação foi feita por Donald Trump, que tonha feito essa promessa a a Jair Bolsonaro, que age como subordinado à superpotência do Norte.  

O ato aproxima os dois países militarmente e facilita a aquisição de armas pelo Brasil. Somente a Argentina tinha esse título anteriormente na América Latina. Ao todo, 17 países receberam essa classificação do governo norte-americano.  

Em entrevista à Sputnik Brasil, Roberto Godoy, jornalista especializado em assuntos militares, disse que o Brasil consegue com essa nomeação virar um comprador preferencial de equipamentos e tecnologia militares dos EUA, participar de leilões organizados pelo Pentágono para vender produtos militares, bem como ganhar prioridade para promover treinamentos militares com as Forças Armadas norte-americanas.  

"Um parceiro extra-OTAN do ponto de vista da defesa tem caminhos encurtados para qualquer solicitação, diminui a burocracia", disse Godoy à Sputnik Brasil.  

Mas, por outro lado, o jornalista disse que ao receber o status de aliado prioritário extra-Otan e se alinhar à política externa dos Estados Unidos, o Brasil deixa os Estados Unidos serem influentes no Atlântico Sul.  

"Do ponto de vista estritamente geopolítico eu vejo um problema aí. A gente não pode esquecer que a Otan já há pelo menos 15 anos, talvez mais, vem defendendo a própria expansão para o Atlântico Sul. 

Essa ideia foi torpedeada pela posição brasileira em 2010 em um encontro da Otan em Lisboa", disse Marcelo Godoy.  "O então ministro da Defesa disse que o Atlântico Sul é um assunto não apenas dos americanos do Sul, mas é uma área estratégica do Brasil e que, portanto, não se fala em outro tipo de situação", complementou o jornalista.  

A Otan foi fundada em 1949, logo no início da Guerra Fria, como um pacto militar dos países alinhados com os Estados Unidos. Hoje em dia ela conta com 29 países.

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