“Essa denúncia é um roteiro da novela das oito”, diz advogado

Paulo Sérgio Abreu e Lima é o defensor de Rogério Lanza Tolentino no julgamento do 'mensalão'; para defesa, cheques assinados por Rogério foram preenchidos por Simone Vasconcelos, por ordem de Marcos Valério, e encaminhados a três políticos sem conhecimento de Tolentino

“Essa denúncia é um roteiro da novela das oito”, diz advogado
“Essa denúncia é um roteiro da novela das oito”, diz advogado (Foto: Edição/247)

247 com Agência Brasil - O defensor do advogado Rogério Tolentino começou a apresentar a defesa de seu cliente, no julgamento do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) . Paulo Sérgio Abreu contestou a acusação que pesa sobre Tolentino de prática de corrupção, argumentando que ele nunca foi sócio, dirigente ou gestor das empresas de Marcos Valério.

"Se ele não era sócio, como vai responder por corrupção ativa?", disse referindo-se ao fato de seu cliente não ser sócio do publicitário Marcos Valério, acusado de viabilizar o esquema de corrupção do mensalão, captando e distribuindo os recursos.

Tolentino é acusado ainda dos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Ainda hoje, serão apresentadas as defesas de Simone Reis Lobo de Vasconcelos, ex-diretora financeira da empresa de publicidade SMP&B, Geiza Dias dos Santos, ex-gerente financeira da SMP&B, e Kátia Rabello, ex-presidenta do Banco Rural. A SMP&B foi a empresa utilizada por Marcos Valério em 2005, quando o mensalão foi denunciado, para intermediação de recursos.

A fase das sustentações orais começou ontem (5) e está prevista para terminar no próximo dia 14. Em cada sessão, são ouvidos cinco advogados, segundo a ordem da denúncia.

Cristiano Paz

O 4º dia de julgamento da Ação Penal 470 começa com a defesa de Cristiano Paz, publicitário e sócio de Marcos Valério na SMPB na época do mensalão. Seu defensor, Castelar Guimarães Modesto, se dedicou a mostra que o acusado não tinha responsabilidades nas áreas financeiras ou administrativas da SMPB.

Ele "se dedica integralmente a sua tarefa de criação, impossibilitando de forma muito clara que pudesse ocupar qualquer outra função", disse o defensor depois de listar os prêmios recebidos por Paz ao longo da sua carreira.

Castelar também fez uso de trechos de depoimentos, como o de Duda Mendonça e Marcos Valério que afirmam que cabia à Cristiano Paz envolvimento somente na área da criação.

Castelar concluiu sua defesa citando o ministro Vitor Leal: "discriminar a participação de cada co-réu é de todo necessário (...) na maioria dos casos a natureza da participação de cada um é o que determina a sua responsabilidade. (...) Alguém pode concorrer no mesmo grupo sem participar de nenhum delito, a responsabilidade criminal é pessoal e não transcende do deliquente", citou.

Dia frio

O julgamento do mensalão, no Supremo Tribunal Federal (STF), entra nesta terça-feira 7 no quarto dia, o segundo da fase da defesa dos réus. A defesa mais esperada no dia é a de Kátia Rabello, ex-presidente do Banco Rural, que responde por responde por gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e evasão de divisas.

A exemplo de segunda-feira 6, serão cinco defesas. Além de Kátia, Cristiano Mello Paz, empresário e sócio de Marcos Valério de Souza, Rogério Lanza Tolentino, advogado ligado a Marcos Valério, Simone Reis Lobo de Vasconcelos, ex-diretora financeira da empresa de publicidade SMPB e Geiza Dias dos Santos, ex-gerente financeira da SMPB, terão até uma hora para convencer os ministros.

Etre os réus que serão defendidos hoje, o empresário Cristiano Paz responde por corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e evasão de divisas. O advogado Rogério Tolentino responde por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e corrupção ativa.

A ex-diretora financeira da SMPB Simone Vasconcelos e a ex-gerente financeira da mesma empresa de publicidade Geiza Dias dos Santos respondem por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e evasão de divisas e corrupção ativa.

Pelo cronograma do Supremo Tribunal Federal, a fase da defesa acaba no próximo dia 15. Mas há a hipótese, caso haja atraso, de incluir mais advogados em cada dia. Por enquanto, são cinco clientes defendidos por dia.

Com informações da Agência Brasil

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