“Estamos órfãos de um representante do Poder Executivo”, diz Carlos D’Incao

O historiador Carlos D’Incao falou à TV 247 sobre o desgoverno Bolsonaro e sobre a ausência do presidente da República; “Ele mesmo, já no autodiagnóstico, tem acusado as instituições republicanas brasileiras de estarem o tornando uma rainha da Inglaterra”, concordou D’Incao com Bolsonaro; assista

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247 - O historiador Carlos D’Incao conversou com a TV 247 sobre a ausência de Bolsonaro enquanto presidente da República e o desgoverno que está a frente do país. Para ele, o Supremo Tribunal Federal (STF) tenta suprir as atribuições do líder do Executivo, porém não dá conta de sanar os anseios da sociedade civil.

D’Incao concordou com a declaração de Bolsonaro de que as instituições brasileiras tentam fazer dele a rainha da Inglaterra. “Eu chego a concordar com o Bolsonaro, ele mesmo, já no autodiagnóstico, tem acusado as instituições republicanas brasileiras, em especial o Congresso e o Supremo Tribunal Federal, de estarem o tornando uma rainha da Inglaterra, isso, penso eu, corresponde aos fatos. De fato o Bolsonaro já não tem nenhum tipo de ação efetiva de governo, ele nunca teve efetivamente um plano de governo que não o de deixar o país ao bel-prazer do mercado”.  

Ele também disse acreditar que o presidente seja destituído oficialmente de seu cargo em breve. “No que tange a toda a outra parte falaciosa do seu governo, como por exemplo legalização das armas e uma série de outras bobagens como o fim da demarcação de terras, estão sendo cortadas, reformadas pelo Congresso e STF, note que recentemente, novamente, o Supremo Tribunal Federal teve que tomar as vezes do Legislativo e colocar na pauta do dia a questão da criminalização da homofobia, isso é um sintoma de que o próprio bolsonaro já não tem nenhum tipo de projeto nessa direção, eu vejo uma crescente de que ele seja destituído efetivamente do poder”. 

Carlos D’incao também afirmou que o STF, na tentativa de substituir o presidente nas suas atribuições, torna-se uma instituição reacionária e não resolve os anseios da sociedade civil. “O chefe do poder Executivo simplesmente não desempenha suas funções, então nós estamos órfãos de um efetivo representante do Poder Executivo que, no caso do Brasil, sempre representou uma vontade soberana muito importante e que agora nós vemos o Brasil, que é um país que tem uma tradição e apelo muito forte a esse modelo presidencialista, simplesmente se perdendo. Eu diria que é um desgoverno, você tem o Legislativo, o STF, eles tentam fazer a atribuições de um poder Executivo que está inexistente, porém ele está longe de representar os anseios da sociedade civil organizada, ele acaba se tornando um viés extremamente reacionário”. 

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