‘Estão atrasados’, pressionava Cunha por propina, afirma delator

O empresário Ricardo Pernambuco Junior, um dos delatores da Operação Lava Jato, afirmou que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), reclamou de atraso no pagamento de propina; Júnior apontou pagamento de US$ 4,6 milhões ao parlamentar entre 2011 e 2014, sob contratos de obras relacionadas ao Porto Maravilha, no Rio; segundo o delator, quando havia períodos sem transferências, Cunha ligava ou mandava mensagens para o depoente e pedia uma reunião; Júnior disse que, nos encontros (Cunha) dizia: “Ricardo, vocês estão atrasados e vocês precisam regularizar os pagamentos”

Brasília - Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, durante sessão Plenaria. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Brasília - Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, durante sessão Plenaria. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil (Foto: Leonardo Lucena)
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247 - O empresário Ricardo Pernambuco Junior, um dos delatores da Operação Lava Jato, afirmou que o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), reclamou de atraso no pagamento de propina. Júnior apontou pagamento de US$ 4,6 milhões ao parlamentar entre 2011 e 2014, sob contratos de obras relacionadas ao Porto Maravilha, no Rio.

Segundo o delator, quando havia períodos sem transferências, Cunha ligava ou mandava mensagens para o depoente e pedia uma reunião. O delator afirmou que, nas reuniões (Cunha) dizia: “Ricardo, vocês estão atrasados e vocês precisam regularizar os pagamentos”.

A propina total era de R$ 52 milhões, que deveriam ser divididos pela Carioca – R$ 13 milhões -, OAS e Odebrecht, sobre contratos do Porto Maravilha, no Rio, de acordo com o delator. O empresário entregou aos investigadores uma tabela que aponta 22 depósitos somando US$ 4.680.297,05 em propinas supostamente pagas pela Carioca a Cunha entre 10 de agosto de 2011 e 19 de setembro de 2014.

O delator afirmou que ‘nunca falou com qualquer intermediário de Eduardo Cunha’. Segundo o Blog do Fausto Macedo, o presidente da Câmara informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que já repudiou os fatos que não têm prova alguma.

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