Eurasia: lua de mel com o Brasil deverá ser curta caso Bolsonaro vença eleição

Ian Bremmer, presidente da Eurasia, uma das maiores empresa de consultoria de risco do mundo,destaca que se o candidato de extrema direita Jair Bolsonaro (PSL) vencer o segundo turno da eleição presidencial, ele "enfrentará um ambiente duro com a opinião pública, considerando uma atmosfera econômica ainda difícil e uma população profundamente desencantada. Isso significa que seu período de lua de mel será relativamente curto"; "Fazer legislação vai ser uma tarefa bem difícil para ele, dado o seu apoio no Congresso", completou

Eurasia: lua de mel com o Brasil deverá ser curta caso Bolsonaro vença eleição
Eurasia: lua de mel com o Brasil deverá ser curta caso Bolsonaro vença eleição

247 - O presidente da Eurasia, uma das maiores empresa de consultoria de risco do mundo, Ian Bremmer, destaca que se o candidato de extrema direita Jair Bolsonaro (PSL) vencer o segundo turno da eleição presidencial que será realizado neste domingo (28), ele "enfrentará um ambiente duro com a opinião pública, considerando uma atmosfera econômica ainda difícil e uma população profundamente desencantada. Isso significa que seu período de lua de mel será relativamente curto". Para Bremmer, ele também deverá enfrentar dificuldades junto ao Congresso Nacional. "Fazer legislação vai ser uma tarefa bem difícil para ele, dado o seu apoio no Congresso", avaliou em entrevista ao UOL.

Para o analista, uma eventual vitória de Bolsonaro seria comparável à chegada de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos "em termos da indiferença às instituições democráticas e à forte linha do 'nós contra eles', que definem ambos". A comparação entre Trump e Bolsonaro também funciona se levarmos em conta que a falta de experiência levará a administrações não ortodoxas e a muitos erros. A diferença, no entanto, é que Trump teve um dos maiores partidos políticos por trás dele, com uma maioria no Congresso. Já Bolsonaro não terá isso", destaca.

Em um boletim da semana passada, a Eurasia avaliou que Bolsonaro possui 85% de chances de vencer o segundo turno e que nem mesmo as recentes denúncias sobre um esquema ilegal por parte de empresários para atacar o PT e o candidato do campo democrático para favorecer a campanha do candidato de extrema direita deverão mudar o cenário eleitoral.
"A eleição brasileira é marcada pelo ambiente altamente polarizado e é improvável que esse tipo de manchete tenha impacto sobre o sentimento dos eleitores de qualquer maneira significativa", diz o texto. Para consultoria e lentidão do Judiciário deverá contribuir para que Bolsonaro não enfrente maiores dificuldades. "A verdadeira questão é se isso poderia representar um risco para o mandato de Bolsonaro após a eleição. Isso é mais difícil de dizer, mas, no mínimo, não passará pelos tribunais rapidamente", destaca a Eurasia.

 

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