Evangélicos podem ser maioria no Brasil em pouco mais de uma década

Pesquisador do IBGE projeta que já em 2022 os católicos apostólicos romanos serão menos de 50% da população brasileira e dez anos depois, seriam 38,6% da população

Marcha para Jesus
Marcha para Jesus (Foto: Gisele Federicce)

247 - O pesquisador do IBGE José Eustáquio Alves, doutor e pesquisador em demografia, prevê que dentro de pouco mais de uma década os evangélicos serão maioria no Brasil. 

Reportagem da jornalista Anna Virginia Balloussier na Folha de S.Paulo indica que entre 1991 e 2010, os católicos caíam 1% ao ano, e os evangélicos cresciam 0,7%. Segundo Alves, são várias as indicações de que a queda do primeiro grupo passou para 1,2% nos últimos anos, e a subida do segundo, para 0,8%. Se aplicar estas taxas num modelo de projeção geométrica, diz o demógrafo, chegamos a essa projeção.

Hoje, os católicos são metade do país, segundo pesquisa Datafolha feita nos últimos dias 5 e 6 de dezembro. Foram os evangélicos que melhor ocuparam esse espaço vago, seguidos por pessoas que se declaram de outras religiões ou sem nenhuma delas (este grupo, no período, expandiu-se em torno de 0,4% por ano) - aponta a freportagem.

Alves projeta que a partir de 2022, o ano em que o país comemora o bicentenário de sua independência, os seguidores do Vaticano devem encolher para menos de 50% e, dez anos depois, seriam 38,6% da população. 

Já os evangélicos alcançariam em 2032 a marca dos 39,8%. 

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