Fachin é intimidado por políticos, empresários e até MPF

Segundo a jornalista Mônica Bergamo, o relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal está sob ataque do Palácio do Planalto e de parte do Congresso investigado na operação; estratégia atende a interesse da defesa de Michel Temer e Aécio Neves, de retirar do ministro os inquéritos as autoridades implicadas pela JBS; segundo a colunista, membros da Procuradoria-Geral da República também estariam pressionando ministros do STF para ter os resultados que almejam na Lava Jato

Edson Fachin 
Edson Fachin  (Foto: Gisele Federicce)

Jornal GGN - Relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin está sob ataque do Palácio do Planalto e de parte do Congresso investigados na operação. A estratégia atende a interesse da defesa de Michel Temer e Aécio Neves, de retirar do ministro os inquéritos as autoridades implicadas pela JBS.

Na Folha desta quarta (7), Mônica Bergamo aponta que além da classe política envolvida nas investigações, membros da Procuradoria-Geral da República também estariam pressionando ministros do Supremo para ter os resultados que almejam na Lava Jato.

No caso de Fachin, procuradores teriam até orientado agentes da Polícia Federal a buscar provas para "tentar incriminá-lo", segundo denúncia de Gilmar Mendes. O Ministério Público Federal nega essa informação.

Na terça (6), o jornalista Reinaldo Azevedo publicou uma coluna na Folha afirmando que Fachin deveria ter seu relacionamento com a JBS investigado. Isso porque a cúpula da empresa, que financia congressistas de todos os naipes, teria ajudado Fachin a se tornar ministro do Supremo.

Em um dos grampos da JBS, o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures conversa com Ricardo Saud insinuando que teria alguma ascendência sobre Fachin. Saud, por sua vez, teria dito que a JSB "ajudou" o hoje ministro, sem esclarecer o contexto. Azevedo afirmou que era com Saud que Fachin conseguia passagem em vários gabinetes antes de ser sabatinado pelo Senado.

Segundo Bergamo, Fachin não é o único ministro que "relata incômodos aos colegas por se sentir alvo de rumores que questionam, em diferentes graus, a independência em relação a alvos da Lava Jato". Outros quatro ministros não identificados pela jornalista também se sentem vítimas desses ataques.

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