Fernando Morais: vamos torcer para que Bolsonaro seja Trump e não Hitler

"A que ponto chegamos... Precisamos torcer para que o futuro governo seja mais parecido com o de Donald Trump do que com o de Hitler, mas temo o contrário", diz o jornalista e escritor Fernando Morais, um dos mais premiados do Brasil, com clássicos como Olga, Chatô e A Ilha; em entrevista concedida à TV 247, Morais faz um balanço sobre o complexo momento que o País enfrenta; para ele, o Brasil é mais uma vítima das políticas imperialistas dos EUA, "O governo estadunidense já atiça o Brasil para ser a mão do gato na Venezuela", aponta, assista a íntegra da sua análise 

Fernando Morais: vamos torcer para que Bolsonaro seja Trump e não Hitler
Fernando Morais: vamos torcer para que Bolsonaro seja Trump e não Hitler

TV 247 - "A que ponto chegamos... Precisamos torcer para que o futuro governo seja mais parecido com o de Donald Trump do que com o de Hitler, mas temo o contrário", diz o jornalista e escritor Fernando Morais, um dos mais premiados do Brasil, com clássicos como Olga, Chatô e A Ilha; em entrevista concedida à TV 247, Morais faz um balanço sobre o complexo momento que o País enfrenta; para ele, o Brasil é mais uma vítima das políticas imperialistas dos EUA. "O governo estadunidense já atiça o Brasil para ser a mão do gato na Venezuela", aponta. 

Ele diz estar muito preocupado com os rumos do País, após a vitória de Bolsonaro. "Tenho um enorme temor com a criminalização dos movimentos sociais. O novo secretário da Agricultura do governo Doria disse que o Movimento sem Terra (MST) é terrorista e a reforma agrária obsoleta", condena.

Morais refere-se a Gustavo Diniz Junqueira, ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), que tomará posse no dia primeiro de janeiro. 

Ao avaliar a presença cada vez mais intensa de militares na vida política do País, o jornalista relembra que teve o desprazer de conviver com a censura no Brasil desde o primeiro dia que ela foi estabelecida, treze de dezembro de 1968, até o último dia, dois de junho de 1976.

"Os censores ficavam ao meu lado controlando todo conteúdo que escrevia, eram adestrados para coibir o uso de palavras chaves ou vetavam a citação de figuras públicas que a ditadura rechaçava", afirma Moraes, dizendo que "o maior prejudicado com a censura não é o jornalista, mas sim o leitor". 

Presente que remete o passado 

Morais afirma que a situação anda tão crítica, que ele torce para o recém-eleito presidente tenha mais semelhança a Trump do que a Hitler. "Bolsonaro estimula o sentimento de ódio nas pessoas".

Ele expõe os interesses imperialistas na América Latina. "O governo dos EUA já atiça o Brasil para ser a mão gato na Venezuela. Os direitos humanos que os estadunidenses querem preservar no país, são, na verdade, os 203 bilhões de barris de petróleo que estão enterrados em solo venezuelano", condena.

Conspiração contra Lula 

Em entrevista à Folha de S. Paulo no último domingo (11), o comandante do Exercito, general Villas Bôas, disse que as Forças Armadas estiveram "no limite" na véspera da votação no STF envolvendo a liberação do Habeas Corpus de Lula, ocorrida no dia 4 de abril deste ano. 

Às vésperas do julgamento, Villas Bôas usou o twitter para dar um recado claro à Suprema Corte, dizendo que "repudiava a  impunidade" e que "o exército estava atento às suas missões institucionais". 

O jornalista  diz que a nomeação de Moro como ministro da Justiça do governo Bolsonaro e a declaração de Villas Bôas evidenciando a pressão no STF para manter Lula sob cárcere, deixam claro que sua prisão é política. "De fato foi tudo montado para que o ex-presidente não disputasse as eleições", elucida.

Fernando Morais conclui dizendo que, apesar de considerar o momento difícil, continuará em terras brasileiras. "Não tem como ir embora do País, preciso garantir que minhas netinhas cresçam num ambiente livre". 

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