Fiscal da Agricultura pediu R$ 300 mil para campanha de “padrinho político”

Alvo da operação carne Franca, o chefe do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal em Goiás, Dinis Lourenço da Silva, exigiu do frigorífico BRF R$ 300 mil para campanha eleitoral de um ‘padrinho político’ que o mantinha no cargo; a informação consta da decisão do juiz federal Marcos Josegrei da Silva, que deflagrou Carne Fraca nesta sexta-feira, 17

Frigorifico, carne
Frigorifico, carne (Foto: Giuliana Miranda)

247 - O chefe do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal em Goiás, Dinis Lourenço da Silva, alvo da Operação Carne Fraca, exigiu do frigorífico BRF R$ 300 mil para campanha eleitoral de um ‘padrinho político’ que o mantinha no cargo. A informação consta da decisão do juiz federal Marcos Josegrei da Silva, que deflagrou Carne Fraca nesta sexta-feira, 17.

As informações são de reportagem de Luiz Vassallo, Julia Affonso e Mateus Coutinho no Estado de S.Paulo.

"Grampos da Polícia Federal pegram os diretores da BRF Roney Nogueira dos Santos e André Baldissera, que foram presos. Eles conversam sobre o apoio a Dinis em eleições municipais.

A decisão Judicial que levou à prisão do chefe do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal em Goiás, Dinis Lourenço da Silva, revela ainda que o agente do Ministério da Agricultura teria pedido ajuda para inserir seu neto em um teste para o São Paulo Futebol Clube. O empresário da BRF Roney Nogueira dos Santos, segundo os grampos da PF, prometeu que tentaria a indicação. 'Vou ver se consigo falar com o Abílio Diniz é, o presidente do Conselho, ele é um dos diretores do São Paulo. Vou ver se eu consigo alguma coisa lá com ele', afirmou.

Na decisão do Juiz Marcos Rosegrei da Silva, consta que Dinis, em troca dos 'favores', 'Viabilizou a manutenção em funcionamento de Unidade da BRF em Mineiros/GO cuja indicação era de suspensão de atividades'.

Em áudio interceptado pela PF obtido pelo Estado, o diretor da BRF Roney Nogueira dos Santos conversa com uma pessoa não identificada e afirma que “para ele [Dinis], ficar no SEPOA, ele tem que dar resultado para a bancada do PDT”, afirmou.

A BRF informa que, em relação à operação da Polícia Federal realizada na manhã desta sexta-feira, está colaborando com as autoridades para o esclarecimento dos fatos. A companhia reitera que cumpre as normas e regulamentos referentes à produção e comercialização de seus produtos, possui rigorosos processos e controles e não compactua com práticas ilícitas. A BRF assegura a qualidade e a segurança de seus produtos e garante que não há nenhum risco para seus consumidores, seja no Brasil ou nos mais de 150 países em que atua."

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