"Fiz minha parte. Espero que os outros façam"

Presidente do Supremo Tribunal Federal cobra rapidez dos demais ministros para que as penas dos condenados na Ação Penal 470, o "mensalão", comecem a ser cumpridas; Joaquim Barbosa, que foi relator do processo, encaminhou ofício nesta quinta informando que terminou sua parte no acórdão e que agora o caso depende dos colegas, como Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia

"Fiz minha parte. Espero que os outros façam"
"Fiz minha parte. Espero que os outros façam"

Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou ofício aos demais integrantes da Corte informando que terminou sua parte no acórdão da Ação Penal 470, o processo do mensalão. Segundo o ministro, que é o relator do processo, o desfecho da ação depende dos colegas.

"Agora só estou aguardando os demais ministros. Fiz um ofício a eles com a comunicação, e espero que façam a sua parte", disse Barbosa, ao deixar a sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na manhã desta terça-feira 19. A manifestação de todos os ministros é necessária para a redação do acordão, reunião dos votos e das principais decisões tomadas no julgamento. O acórdão só pode ser liberado depois que todos os ministros enviarem seus votos revisados.

O prazo regimental para a publicação do acordão – 60 dias, sem contar feriados e férias, após o término do julgamento – termina no dia 1º de abril. Além de Barbosa, concluíram seus votos os ministros aposentados Carlos Ayres Britto e Cezar Peluso, que participaram de parte do julgamento. Depois da publicação do acórdão, os advogados terão cinco dias para apresentar recursos. O Ministério Público informou que não deve questionar a decisão do Supremo.

Edição: Beto Coura

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